"Tenta te orientar pelo calendário das flores, esquece por um momento os números, a semana, o dia do teu nascimento. Se conseguires ser leve, aproveite, enche tuas malas de sonho e toma carona no vento."

Fernando Campanella

domingo, julho 22

Tristeza...perplexidade...


Muita força a todos os parentes e amigos de quem esteve naquele vôo e que agora estão em outros vôos, em outras dimensões com destino ignorado por nós, que não embarcamos... ainda!!

Paz e luz

sábado, julho 21

A todos os parentes e amigos de quem esteve naquele vôo (e que agora estão em outros vôos, com destino ignorado pra nós, que não embarcamos... ainda).

terça-feira, julho 17

Dificuldade de Aprendizagem ou de Sensibilidade?

Quanta insensibilidade!!! BOA REFLEXÃO!!!
_ Bom dia, professora Maura! Como hoje é seu primeiro dia de trabalho em nossa escola, ainda antes de apresentá-la aos alunos, gostaria que a senhora identificasse quais alunos irão desenvolver dificuldades de aprendizagem.

_ Ótimo, senhor diretor. O senhor pode me dizer quais são, se é que existe um ou alguns?

_ Isso eu ainda não sei professora. Não fizemos o teste, mas a senhora poderia começar sua atividade fazendo...

_ Teste? Que teste senhor diretor?

_ É simples, coloque pedacinhos de papel branco em uma bolsa e misture a eles cinco ou seis pedacinhos vermelhos. Peça depois a cada aluno, que sem olhar, retire um papelzinho. Os que saírem com o vermelho, por certo, apresentarão dificuldades de aprendizagem...

Exagero? Sem dúvida, mas de maneira alguma fantasia.

O que na realidade acontece na maior parte das nossas escolas é um procedimento mais ou menos análogo, ao se rotular crianças com dificuldade de aprendizagem. Se não existe o sorteio aleatório, existe a vontade de se considerar limitados os que apresentam alguma dificuldade na habilidade, que a escola ou a cultura vigente considera válida.

Uma criança, ou mesmo um adulto, com imensa inabilidade para desenvolver relacionamentos interpessoais não é rotulada como tendo dificuldade de aprendizagem, mas se apresenta dificuldade na leitura, o rótulo já lhe cai bem. Mas, convenhamos! O que é mais importante na vida? Aprender a ler ou fazer amigos? Saber matemática ou ser capaz de sobreviver à violência das grandes cidades? Apresentar facilidade para compor ou desenhar ou possuir notável capacidade de memorização para hierarquias dinásticas impostas pela História?

De maneira geral, todos os seres humanos apresentam limitações nesta ou naquela habilidade e praticamente ninguém é proficiente em absolutamente tudo, mas dependendo da cultura em que se nasce e da escola que se freqüenta, as nossas inabilidades são consideradas irrelevantes e, assim, somos rotulados como “normais”, enquanto que outros, por falta de sorte, ainda que extremamente habilidosos nesta ou naquela ação, recebem o rótulo de “anormais” porque não desenvolvem plenamente do domínio da leitura, da compreensão de mensagens, da capacidade de cálculo ou do raciocínio matemático ou ainda a audição, a fala ou a expressão escrita.

Não pretendemos com o exposto, afirmar que não existem dificuldades especificas e que estas não mereçam ser trabalhadas. Seria tolice e ato desumano defender essa tese e negar essa ajuda, quando possível. O que se pretende afirmar é que a rotulação inconseqüente é quase uma rotina e o elenco de habilidades importantes para viver são literalmente negligenciados pela educação convencional. Muitas vezes, uma criança apresenta dificuldades de leitura e compreensão de um texto, pelo infortúnio de apresentar disfunções somente notadas no ambiente cultural em que nasceu. A estrutura fonética da língua portuguesa, por exemplo, é essencialmente diferente da estrutura da língua inglesa e esta, por sua vez, apresenta insondáveis abismos em uma comparação com o árabe ou o chinês e, dessa forma, se a criança possui sérias deficiências na compreensão de sistemas de escritas logográficas, como a chinesa, mas nasceu no Brasil, será para sempre “normal”, como seria “normal” uma criança que com essas dificuldades nascesse na China, mas tivesse que viver apenas aprendendo e falando português.

Isto posto, ficam as questões que esta crônica pretende sugerir: primeiro, o corpo docente de uma escola após cuidadosa reflexão e plenamente sintonizada com o destino que deseja a seus alunos deve destacar quais habilidades importa desenvolver e, desta forma, ampliar o leque das que apresentam alguma dificuldade de aprendizagem; segundo, identificar crianças com essas efetivas dificuldades e buscar meios, instrumentos, recursos e pessoas, para que seja prestada efetiva ajuda, não esquecendo jamais que benefício algum se mostra eficiente se antes de perceber sua ação carimbamos ou rotulamos os alunos.

Do exposto sobra uma singela conclusão. Nada é mais fácil na atividade docente que rotular este ou aquele aluno, nada esconde mais depressa nossa efetiva incompetência que achar que a dificuldade de uma criança não se deve a qualidade de nosso trabalho e portanto na maior parte das vezes quando rotulamos uma pessoa como portadora de dificuldade de aprendizagem, estamos evidenciando nossa óbvia dificuldade de sensibilidade.



Pinçado dos textos de CELSO ANTUNES.

domingo, julho 15

Mascote do Pan-2007



PAZ E SUCESSO PARA TODOS OS ATLETAS PARTICIPANTES!!!



PS. Ontem assisti "Munique", de Steven Spielberg-drama vivido por atletas israelenses seqüestrados por terroristas palestinos durante a Olimpíada de 1972 em Munique.
Vale a pena!! É um bom filme que reflete com propriedade sobre a violência perpétua que existe entre os povos que vivem no Oriente Médio.

13 de julho: Dia Mundial do Rock



O Dia Mundial do Rock foi instituído em 1985, quando foi realizado o festival "Live Aid", que arrecadou fundos para as vítimas da fome na Etiópia. Organizado pelo músico Bob Geldof, o festival aconteceu na Inglaterra e nos Estados Unidos.

Entre as atrações do festival estavam: BB King, Phil Collins, Dire Straits, Queen, David Bowie, Black Sabbath e U2.
Além dos fundos arrecadados, o concerto também produziu a música "Do They Know It's Christmas Time at All", que reunia cantores do pop inglês dos anos 80, como Sting, Boy George e Simon LeBon (do Duran Duran).
Em 2005,o festival recebeu o nome de “Live 8” e aconteceu nos países integrantes do G-8 e na África do Sul. O festival pedia para que os países credores perdoassem a dívida dos países africanos afetados pela fome.
Entre os artistas que participaram do festival em 2005 estavam: REM, Paul McCartney, Pink Floyd, Coldplay, Elton John e Bon Jovi.

As comemorações também chegam ao mundo dos quadrinhos. Acaba de ser lançado o álbum "Red Rocket 7: A Saga do Rock", do quadrinista norte-americano Mike Allred. A história conta as aventuras de um alienígena que se encanta pelo rock ao cair na Terra nos anos 50.
História do Live Aid
Os shows do Live Aid aconteceram no dia 13 de julho de 1985, simultaneamente em Londres, no Wembley Stadium, e na Filadélfia, no JFK Stadium, e foram transmitidos para todo o mundo. Desde então, institui-se o dia 13 de julho como Dia do Rock.

Na Inglaterra, apresentaram-se Status Quo, Style Council, Adam Ant, Boomtown Rats, Spandau Ballet, Elvis Costello, BB King, Sade, Sting, Phil Collins, Bryan Ferry, U2, Dire Straits, Queen, David Bowie, Who, Elton John e Queen, entre outros.

Nos Estados Unidos, tocaram Joan Baez, Black Sabbath, Run DMC, Crosby, Stills & Nash, Judas Priest, Bryan Adams, Beach Boys, Simple Minds, Pretenders e Santana, entre outros.

O evento foi a culminação de uma série de ações beneficente organizadas por Geldof, em prol das vítimas da fome, que começaram no final de 1984, com a gravação da música "Do They Know It's Christmas Time at All". O single reunia a nata do pop inglês dos anos 80, artistas como Sting, Boy George e Simon LeBon (do Duran Duran).

Geldof afirma ter se engajado na causa humanitária africana depois de assistir a uma reportagem da BBC sobre a fome na região da Eritréia.

Para administrar as arrecadações e poder promover mais ações beneficentes, Geldon fundou o Band Aid Trust, fundação administrada por ele e um grupo de curadores. Em apenas um ano, entre 84 e 85, a fundação arrecadou mais de US$ 80 milhões.

As iniciativas de Geldof geraram movimentos semelhantes em outros lugares do mundo --o mais famoso deles foi o USA for Africa, que promoveu a gravação da música "We Are the World", de Michael Jackson e Leonel Richie, com Cyndi Lauper, Bruce Springsteen, Ray Charles, Diana Ross e outros astros do pop americano.

Live8

Em 2005, no dia 2 de julho, Geldof e Bono Vox organizaram um novo evento beneficente, o Live8, que chamava a atenção para o perdão da dívida externa dos países africanos. O evento, cujo nome foi inspirado no G8 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia), que se reúne anualmente.

O evento teve artistas como Björk, Madonna, Paul McCartney e o grupo Pink Floyd, entre outros, que fizeram shows em Tóquio, Berlim, Milão, Londres e outras grandes cidades do mundo.

Neste ano, no último dia 7, foi realizado outro megashow inspirado no Live Aid, o Live Earth. Encabeçado pelo ex-vice-presidente norte-americano Al Gore, o Live Earth foi realizado em oito cidades do mundo no mesmo dia, entre elas o Rio de Janeiro. O evento teve como mote a luta contra o aquecimentoglobal.

A iniciativa de Gore, porém, não contou com o apoio de Bob Geldof, do Live Aid e Live 8. Segundo o músico irlandês, faltou uma "meta final" ao evento.


Fonte: Yahoo Notícias
Uol Música

quarta-feira, julho 11

MEDÉIA

Sandra Dani que atuou como Medéia!!! Magnífica!!!




Tivemos a oportunidade de conferir na platéia do Theatro São Pedro a superprodução de Medéia, com texto integral da obra de Eurípedes encenada pela primeira vez em Atenas em 431 A.C.
A superprodução contou com um maravilhoso elenco cênico gaúcho, aliás fiquei encantada com o desempenho de Sandra Dani no papel de Medéia e claro de todos que ali estavam para contar a famosa história onde Medéia abandonada por Jasão, que depois de dez anos de casamento a deixa para contrair novas núpcias com Gláucia, filha de Creonte, a herdeira do trono de Corinto, Medéia planeja uma vingança terrível, que não poupa sequer seus dois filhos para se vingar do marido que a traiu.

Valeu a pena!!

Quem não assistiu agora é esperar o "POA em cena" 2007!!!

terça-feira, julho 10

100 anos de Frida Kahlo (1907-2007)




Comemorou-se agora no último dia 06/07/07, o centenário de Frida Kahlo, pintora Mexicana que ficou famosa tanto pela sua obra quanto pela sua vida pessoal, marcada por sucessivos acontecimentos dramáticos. Conseguindo transformar sua dor física em matéria para a arte.


Quando em 1928 entra no Partido Comunista Mexicano, conhece Diego Rivera, com quem se casa no ano seguinte. Kahlo também teria se relacionado com o revolucionário Leon Trotsky, depois que ele fugiu da União Soviética.


Morre em julho de 1954, depois de contrair pneumonia. O feminismo, o estilo de vida e o comunismo de Frida Kahlo são aspectos indissociáveis da sua obra.


Leia mais:http://pt.wikipedia.org/wiki/Frida_Kahlo

quinta-feira, julho 5

----- Deficiências-----



DEFICIÊNCIAS - Mario Quintana (escritor gaúcho 30/07/1906 -05/05/1994)
"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.

"A amizade é um amor que nunca morre. "

Mario Quintana

Um super beijo!!!!!!!




sexta-feira, junho 29

Sol da nossa vida!!!

"Seus filhos não são seus filhos e sim filhos e filhas da vida. São flechas, sim, mas você é o arco graças ao qual se lançam no espaço. O arqueiro vê o alvo no infinito e necessita de você para que suas flechas partam velozes"

Kalil Gibran

sábado, junho 23

A Arte de menstruar: sinônimo e chance de interiorização e cultivo da nossa feminilidade!!


Buscando artigos que reportassem sobre o resgate do feminino em conexão com o planeta, encontrei esse que vem de encontro com o sentimento de sujeira que temos sobre o ciclo menstrual, esquecendo que nas grandes sociedades matriarcais o sangramento periódico das mulheres era um acontecimento cósmico, como os ciclos da lua e a subida e descida das marés.

Alguns anos atrás meu homeopata, Dr: José Carlos Brasil Peixoto recomendou-me a leitura de um livro que trata sobre o assunto, fui em busca e valeu a pena!! Passei a ter um maior conhecimento sobre mim mesma e uma maior consciência dos ciclos da vida!!!

Deixo aqui a sugestão do nome do livro que segundo Dr: José carlos, trás uma visão singular e respeitosa do feminino e da menstruação.

Vale a pena conferir!!!


Seu Sangue é ouro - Lara Owen

Editora Rosa dos Tempos


Aqui segue o artigo que me referi logo acima!!!!!!

"O que define uma mulher? Muitas respostas poderiam ser dadas a esta pergunta, mas o que caracteristicamente a define é o fato de que mulher menstrua. E em sua condição plena, ela menstrua regularmente, expressão redundante, pois a palavra menstruação, que significa, literalmente, ‘mudança de lua’, tem como sílaba-raiz mens, mensis, a medida, origem da contagem do tempo, i.é., da regularidade. A sílaba latina mens forma palavras como medida, dimensão metro, mente, para citar algumas. No sânscrito, a sílaba original era ma, de mãe, mana. Na Suméria, os princípios organizadores do mundo, atributos da deusa Inana, eram os me, sílaba contida no nome de muitas deusas, como Medéia, Medusa, Nêmesis e Deméter. Para as mulheres da Idade da Pedra, o sangue menstrual era sagrado. É provável que a palavra sacramento se origine de sacer mens, literalmente, menstruação sagrada. Um ritual exclusivamente feminino, conhecido pelos gregos como Thesmophoria, mas cuja origem se perde no tempo, era realizado anualmente no período da semeadura. As mulheres que tinham atingido a idade do sangramento se reuniam num campo sagrado, e ao primeiro sinal do fluxo menstrual, elas desciam por uma fenda para levar sua oferenda às Cobras, as grandes divindades primárias do mundo profundo, que representam o poder regenerador na terra, no campo e no corpo das mulheres. Ofereciam o melhor leitão da ninhada, cuja carne apodrecida junto ao sangue menstrual era misturada às sementes, que então eram enterradas no campo sagrado, para promover e propiciar uma colheita abundante. Os antigos ritos de menstruação hindus estão relacionados com Vajravarahi, literalmente ‘Porca de Diamante’, a deusa que rege as divindades femininas iradas, que dançam o campo energético do ciclo menstrual. Ela é a dançante Dakini vermelha, filha da Deusa Primal do Oceano de Sangue, mais tarde denominado de Soma. Representando o fluido da vida, o sangue menstrual sempre foi considerado tabu, palavra polinésia que significa ‘sagrado’ e que foi interpretada pelos antropólogos como sendo ‘proibido’. De fato, o sangue menstrual, como o poder de criar vida que conecta as mulheres com o próprio universo, era tabu, isto é, sagrado e portanto proibido àqueles que não menstruassem, como era o caso dos primeiros antropólogos homens. No mais esotérico dos rituais tântricos, o Yoni Puja, os sucos liberados pela cópula eram misturados com vinho e partilhados pela congregação. O mais poderoso de todos os sucos era aquele obtido quando a yogini estava menstruando. Ao longo dos milênios, as mulheres têm desaprendido a arte de menstruar, de fluir com a vida. Nas sociedades tribais, a menarca, o início do fluir do sangue, era celebrada com um rito de passagem, auxiliando a menina a realizar sua entrada para o reino do mana: o poder sagrado transmitido pelo sangue e que tanto podia dar como tirar a vida. Além de apaziguar o poder destruidor, o rito tinha como função auxiliar a menina a entender sua condição física e sua relação com a função procriadora da natureza. Ainda uma criança em espírito e condição social, a partir de suas regras, a jovem deve assumir o comando de sua vida. Sem ritos de passagem, o que temos para oferecer às nossas meninas, que as ajude a transformar e assumir sua nova identidade? Ao longo do processo civilizatório, a menstruação foi sendo depreciada, relegada, virando tabu. O que era sagrado tornou-se proibido, sujo, contaminado. A regra passou a ser esconder a regra. O resultado disto foi que o evento central na vida de toda mulher madura tornou-se invisível. Ironicamente, retorna à visibilidade para se tornar um negócio milionário, o dos absorventes ditos ‘higiênicos’, mas que continua a reforçar a idéia de que o sangue menstrual é ‘sujo’. O apelo maior da propaganda de absorventes é tornar a menstruação invisível. Promete que usar tal ou qual marca de absorvente possibilita à mulher levar a vida como se nada estivesse acontecendo em seu corpo. Descaracteriza-a como mulher, negando sua característica mais distintiva. Devemos abolir os absorventes? É claro que não, pois não vivemos na Idade da Pedra. Mas talvez devêssemos nos espelhar no exemplo das índias andinas, que simplesmente se agacham e deixam seu sangue fluir para a terra. Impossibilitadas de agir assim numa terra coberta de asfalto, podemos, contudo, transformar esta prática num ritual. É importante para as mulheres recuperarem o sentido sagrado do fato biológico central em suas vidas. Pois, ainda hoje, a maioria das mulheres ‘liberadas’ acredita que suas regras (aquilo que as rege) é uma inconveniência que, se possível, deveria ser eliminada. Se formos capazes de romper com esta crença, talvez possamos desvincular o feminino da idéia de fragilidade e instabilidade. A decantada imprevisibilidade feminina é, em grande parte, decorrente das oscilações a que a mulher está submetida, ao longo de seu ciclo mensal. É a expressão da imprevisibilidade da própria vida. O ciclo hormonal feminino apresenta dois pontos culminantes: a ovulação e a menstruação. O polo branco da ovulação, chamado muitas vezes de rio da vida, é o polo ovariano, procriativo, momento do ciclo em que, biologicamente, a mulher se coloca plenamente a serviço da espécie. O polo vermelho da menstruação, também chamado de rio da morte, é o polo uterino, quando a mulher se volta para si mesma. Ou pelo menos deveria, pois a arte de menstruar, a habilidade de fluir com a vida, é o momento em que somos chamadas para dentro, a fim de curarmos a nós mesmas. Desprezada e negligenciada, não é de estranhar que a menstruação revide. A TPM (Tensão entre Patriarcado e Menstruação) é a expressão do conflito que nós mulheres vivemos, entre voltarmo-nos para o acontecimento sagrado dentro de nós ou atender à demanda do mundo externo. O período menstrual nos torna mais sensíveis, captando os acontecimentos em torno de nós através de uma lente de aumento e reagimos de acordo. Se aprendermos a respeitar o movimento energético que acontece em nosso interior, poderemos usar esta sensibilidade de um modo mais significativo e reverter a depreciação a que o sangramento foi submetido, recuperando sua sacralidade. Como mulheres modernas, inseridas num mundo que funciona de acordo com os valores masculinos, nem sempre podemos nos recolher na cabana de menstruação, como faziam nossas antecessoras, onde descansavam e partilhavam suas experiências. Mas podemos reduzir nossas atividades ao mínimo, deixando para outro momento algumas delas. Também podemos nos recolher para dentro de nós, enquanto executamos as atividades diárias que nos competem. Depois de cumpridas as tarefas, podemos nos retirar para um lugar tranqüilo e prestar atenção ao que acontece no nosso útero, observar as sensações e os sentimentos, os sonhos que emergem. O período menstrual é o momento em que podemos aprender mais a nosso respeito e curar nossas feridas. Assim reverenciada, a arte de menstruar pode ser recuperada, possibilitando uma vida mais plena e feliz como mulher."

Fonte: Caldeirão

[Imagem: Helen Nelson Reed, "The Goddess Light Whithin"]

domingo, maio 20

Ainda sobre Gaia!











"Antes do homem ser criado, só havia terra e ar e antes mesmo de existir o ar e a terra, se necessitava de um lugar para estes se manifestarem. Este lugar era o Caos: que era o lugar onde existia só a possibilidade de ser. No sonho do Caos só existia o Pensamento, que crescia e palpitava e este Pensamento estabeleceu a Ordem. Tão poderoso e eficaz foi este Pensamento que chamou a si mesmo de Eros, e ao pronunciar aquele nome, o Caos se transformou no Momento. Do Caos e Eros surgiram a obscuridade chamada Nyx e o movimento chamado Boreas, o vento.
Em sua primeira dança cósmica, Nyx e Boreas, giraram em movimento arrebatado e frenético até que tudo que era denso e pesado descendeu, e tudo que era leve ascendeu. A matéria densa era Gaia e de sua chuva e de sua semente proveu sua descendência."
Leia na íntegra:






Hipótese de Gaia


"A Hipótese de Gaia, também denominada como Teoria de Gaia, é uma tese que sustenta ser o planeta Terra um ser vivo. A hipótese foi apresentada em 1969 pelo investigador britânico James E. Lovelock afirmando que a biosfera do planeta é capaz de gerar, manter e regular as suas próprias condições de meio-ambiente. Para chegar a essas conclusões, o cientista britânico, juntamente com a bióloga estadunidense Lynn Margulis analisaram pesquisas que comparavam a atmosfera da Terra com a de outros planetas, vindo a propor que é a vida da Terra que cria as condições para a sua própria sobrevivência, e não o contrário, como as teorias tradicionais sugerem. O nome Gaia é uma homenagem à deusa grega Gaia, da Terra. Vista com descrédito pela comunidade científica internacional, a Teoria de Gaia encontra simpatizantes entre grupos ecológicos, místicos e alguns pesquisadores."

Fonte:Wikipédia

Rincão Gaia, eu estive lá!!
































O Rincão Gaia idealizado por José Lutzenberger fica situado sobre uma antiga jazida de basalto, onde mostra o exemplo de recuperação de áreas degradadas. Nos buracos das pedreiras, hoje tem lagos e no seu entorno uma diversidade enorme de fauna e flora.
Também no local acontecem eventos voltados para alfabetização ecológica, visando o desenvolvimento sustentável.








José Lutzenberger


O ambientalista José Lutzenberger, figura de grande expressão no movimento ecológico brasileiro e internacional.

A verdadeira, a mais profunda
ESPIRITUALIDADE
consiste em sentir-nos parte integrante deste
MARAVILHOSO E MISTERIOSO PROCESSO
que caracteriza
GAIA
nosso planeta vivo: a
FANTÁSTICA SINFONIA DA EVOLUÇÃO ORGÂNICA
que nos deu origem
junto com milhões de outras espécies.
É sentir-nos responsáveis pela sua continuação e desdobramento

J.A. Lutzenberger

domingo, maio 13

Para todas mulheres, mães, esposas, amigas, companheiras, Doutoras na Arte de Fazer a Vida Melhor!


O Dia Das Mães

Christiane Araújo Angelotti

A antiga civilização grega já celebrava a maternidade homenageando a Deusa Réia, a mãe de todos os deuses, segundo a mitologia grega. Muitos anos depois, no século 16, a Inglaterra passou a comemorar o chamado "Domingo da maternidade" no quarto domingo da Quaresma. Tal data era dedicada em especial para as mães de operários ingleses, que devido a crise que assolava o país passavam muito tempo longe de seus famílias, à trabalho. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de "Mothering Day", fato que deu origem ao "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.
Nos Estados Unidos, Anna Jarvis foi a idealizadora do feriado. Seu intuito era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais. Em 1907 ela, juntamente com vários amigos, começaram uma campanha para instituir o Dia Nacional das Mães. Ela conseguiu que a cidade de Grafton, na Filadélfia, na qual residia, celebrasse o Dia das Mães no segundo aniversário da morte de sua própria mãe, Anna Reese Jarvis. No ano seguinte, a comemoração se espalhou por toda a Filadélfia. A sociedade então, s e mobilizou para tentar instaurar a data nacionalmente. Em 1914, o presidente Woodrow Wilson fez um comunicado oficial, proclamando o Dia das Mães como feriado nacional, a ser celebrado sempre no segundo domingo de maio.
O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. No Brasil, o Dia das Mães é celebrado no segundo domingo de maio, conforme decreto assinado em 1932 pelo, então presidente, Getúlio Vargas. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.
O cravo, a flor favorita da mãe de Anna Jarvis, tornou-se o símbolo das mães, após ter sido usado na celebração de 1907 em Grafton. O objetivo do dia das mães inicialmente, era fazer as pessoas refletirem na importância das mães, celebrar esse amor, essa doação.
Porém com o avanço do capitalismo, o dia das mães cada vez mais se torna uma data comercial.
Comemoremos essa data com amor, festejando nossas mães, que dão um toque especial em tudo o que fazem, que nos apoiam, nos protegem,nos amparam e nos amam. O maior dos presentes é aquele que não tem valor comercial, não se pode comprar num lindo shopping, numa loja da esquina, o maior e melhor dos presentes que podemos dar às nossas mães é o nosso AMOR. Esse, vem cheio de outros presentes “brindes": respeito,amizade, companheirismo, cumplicidade, gratidão, ternura... Amor é uma caixinha de surpresas, quanto mais damos,mais sentimos e recebemos.
Feliz Dia das Mães!

segunda-feira, abril 23

Crianças Índigo



"Crianças Índigo
Uma Geração de ponte com outras dimensões...no Planeta Índigo da Nova Era
Este livro pretende abrir caminhos para quem deseja entender e explorar as tendências da Nova Era, ampliando a sua relação não só com as chamadas Crianças Índigo, mas também com todas as outras que nasceram na Nova Energia, com uma nova vibração.
A autora nos revela que as Crianças Índigo não são crianças especiais ou com sintomas diferentes das outras, elas apresentam apenas alguns comportamentos que revelam ser mais independentes e autônomas, e por isso, necessitam de uma atenção específica e uma nova abordagem na educação, com grande colaboração e dedicação dos novos educadores e pedagogos.
Não é a primeira vez que o planeta assiste à chegada de consciências que trazem características diferentes do habitual e que agitam as culturas estabelecidas e incitam uma transformação. As Crianças Índigo começaram a aparecer em maior número e com maior freqüência a partir da década de 1980, em geral são mais sensíveis que as outras crianças, possuem uma estrutura cerebral capaz de utilizar simultaneamente as potencialidades dos hemisférios direito e esquerdo, indo mais além da capacidade racional e intelectual, desenvolvendo melhor a criatividade e a capacidade de intuição. Estes e outros fatores podem levar àquilo que os professores e os médicos diagnosticam comumente como Síndrome de Déficit de Atenção e Hiperatividade, que não é mais do que a energia mal dirigida.
Neste livro, pais, educadores, terapeutas, psicólogos, médicos e pedagogos encontrarão abordagens científicas e espirituais sobre o tema, principais características, formas de diagnóstico, indicações para uma nova abordagem pedagógica e educacional e aconselhamentos exemplificados de como perceber, educar e se relacionar da melhor maneira com as crianças que vêm justamente para nos ajudar a entender que vamos ter de mudar a cultura vigente para uma Nova Era."

Boa leitura!!!

domingo, abril 22

Vamos salvar Gaia!!!






22 de abril- Dia da Terra-




Às vezes fico pensando que ainda não temos consciência de que a Terra é nossa casa, nosso lar... e isso é possível afinal ainda estamos na trilha da reforma interior, da expansão da consciência... Mas, penso que enquanto ainda não chegamos lá, podemos dar uma melhorada em nosso dia-a-dia, em nossa maneira de viver, através de atitudes, pequenos gestos, de como utilizar as várias formas de energia, tendo o cuidado de escolher com sabedoria os produtos que consumimos, os programas de TV aos quais assistimos, nos tornando assim, seres humanos cada vez mais holísticos em defesa de Gaia rumo a sustentabilidade.

Todo dia é dia de índio!


Não cabe pensar o Brasil sem lembrar da diversidade étnica-cultural que se entrelaça no seio desse país tão plural e grandioso. O povo indígena talvez seja o que deveria estar na ordem do dia, no que diz respeito a valorização e preservação de uma cultura que tanto engrandece e continua nos ajudando na compreensão de que somos parte da natureza e que devemos garantir a nossa sobrevivência preservando-a. O estudo sobre os primeiros donos da terra Brasil e o entendimento de que não se trata de uma cultura inferior, mais sim diferente e que nem por isso é menos importante na formação do povo brasileiro, nos dá a dimensão do quanto ainda precisamos deixar o preconceito e saindo da ignorância, unirmos a eles na construção de um mundo mais justo e melhor para todos.

sábado, abril 14

As tirinhas da Mafalda!!!


Adoro o jeito Mafalda de ver o mundo!!













Mafalda foi criada nos anos 60 pelo argentino Joaquím Salvador Lavado, mais conhecido como Quino, a menina mais contestora das histórias em quadrinhos continua sendo uma leitura obrigatória. Em 1973, o autor optou por parar de desenhá-la. Quino decidiu não ceder os direitos para que outros desenhistas continuassem a personagem, evitando assim possíveis descaracterizações.


Esta linda garotinha de 7 anos inteligente e espirituosa, sonhadora e genial, sabe como ninguém levar a vida!Detestando sopa e amando Beatles ela é simplesmente ÉS LO MEJOR QUE HAY!























Em suas tirinhas, Mafalda consegue ser realista, contundente e polêmica, permitindo que o leitor visualize a problemática política e social de maneira mais clara e realista. Mafalda consegue envolver o leitor de modo crítico e sensato!!!

sexta-feira, abril 6

Páscoa




Lucineide Nobre como sempre, compartilhando mensagens reflexivas que nos remetem à interiorização, a meditar de olhos bem abertos...

Por último ela enviou-me trechos da mensagem:Páscoa: as muitas travessias
de Leonardo Boff.

"Se bem repararmos, toda a vida humana possui estrutura pascal. Toda ela é feita de crises que significam passagens e processos de acrisolamento e amadurecimento. A páscoa nos revela a dialética objetiva do real: a tese, a antítese e a síntese. Viver é a tese. A morte é a antítese. A ressurreição é a síntese. A síntese é um processo de recolhimento e resgate de todas as negatividades dentro de uma outra positividade superior. Assim que o negativo nunca é absolutamente negativo, nem o positivo é somente positivo. Ambos se contém um ao outro, encerram contradições e formam o jogo dinâmico da vida e da história. Mas tudo termina numa síntese superior."

Uma feliz travessia regada de solidariedade, paz e amor...

Leia na íntegra:www.adital.com.br