"Tenta te orientar pelo calendário das flores, esquece por um momento os números, a semana, o dia do teu nascimento. Se conseguires ser leve, aproveite, enche tuas malas de sonho e toma carona no vento."

Fernando Campanella

domingo, junho 28

Minha vida querida!!

Urgente um Unibanco 30 horas na minha life...

Sem tempo para meu blog querido e para minha vida querida... Só trabalho e TCC, por isso minha ausência por aqui!!!
Felizmente o sufoco maior passou e claro que sabemos que no final tudo dá certo, afinal o universo sempre conspira a nosso favor, principalmente quando estamos no caminho certo!!!


Com carinho, Val

domingo, maio 3

ATIVISTAS URBANOS


Longe da política tradicional, jovens lutam por novas causas e encontram formas alternativas de mobilização.

Por Verônica Mambrini















Eles são engajados, mas não querem saber de partidos políticos. Envolvem-se em causas humanitárias, sociais e ecológicas, mas acham que as organizações não governamentais (ONGs) estão fora da realidade. Rejeitam líderes e, para se organizar, usam a internet, numa rede que os liga a grupos semelhantes na mesma cidade, ou outros países. Os novos ativistas atuam à margem da estrutura política tradicional e fazem de suas convicções uma forma de viver.

Na Morada da Floresta, residência comunitária em São Paulo, isso é bem evidente. Lá, vivem duas famílias e um amigo que dão cursos, palestras e vendem produtos ligados ao ecofeminismo.





Nossa proposta está ligada ao parto natural, com parteira, em casa", explica Ana Paula Silva, 25 anos. É um retorno às origens. Eles defendem o uso de absorventes e fraldas de pano e de acessórios que aproximam os pais do bebê, como os slings - faixas que permitem transportar a criança colada ao corpo da mãe ou do pai.

Diferentemente do feminismo da década de 60, a ecologia feminina defende a harmonia com o masculino.

"A participação do pai nos cuidados com o filho desabrocha virtudes nos homens, como o companheirismo e a sensibilidade", diz Ana Paula. Todos os moradores da casa participam da educação das crianças, que devem crescer com várias referências adultas.

Eles também têm preocupações ecológicas. Cultivam horta no quintal, reciclam lixo orgânico numa composteira e coletam água da chuva.

Para quem acredita que ações coletivas podem transformar uma sociedade, buscando um mundo melhor acesse e leia na íntegra a reportagem da Isto é.
Boa leitura!!
Val

quinta-feira, abril 30

Dia Nacional da mulher!!

No início do século XX, uma brasileira que estudou na Europa, Jerônima Mesquita, ao retornar ao Brasil, trouxe consigo a coragem de enfrentar situações contrárias às mulheres. Uniu-se a um grupo de senhoras combativas e tornou-se feminista, assistencialista e sufragista; lutou por inúmeras causas. Era mineira de Leopoldina, nascida em 30 de abril de 1880. Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, onde morava, em 1972. Em homenagem a ela, na sua data de aniversário,um grupo de feministas trabalhou para que este dia se tornasse o Dia Nacional da Mulher. Isso ocorreu pela lei nº 6.791/80, sancionada pelo Presidente João Figueiredo.



Vale lembrar que durante a ditadura militar no Brasil, 1964-1984, foi proibida a comemoração do Dia Internacional da Mulher, 8 de março e por isso, o 30 de abril, Dia Nacional da Mulher, tornou-se a única data na qual as mulheres brasileiras podiam comemorar.



Hoje as mulheres conseguiram conquistar muitos espaços, aberturas num oceano de injustiças e preconceitos, frutos da coragem, tenacidade e sacrifícios, além de demonstração admirável do quanto elas podem realizar, quando se dispõem a lutar.

“O Dia Nacional da Mulher, 30 de abril, é mais uma ocasião para continuar a investigação sobre a condição feminina no Brasil e a busca incessante de soluções.”

(Catarina Cecin Gazele)

quarta-feira, abril 29

As 100 Melhores Histórias da Mitologia



Meu primo Luciano me enviou e resolvi socializar!!

As 100 Melhores Histórias da Mitologia
A.S. Franchini / Carmen Seganfredo

Sinopse:
Guerra de Tróia. Os Doze Trabalhos de Hércules. A história de amor de Cupido e Psique. A desgraça de Édipo. O retorno de Ulisses a Ítaca. As maiores batalhas do mundo antigo, o nascimento dos mais célebres heróis de então, os principais episódios envolvendo deuses e deusas do Olimpo, mortais, imortais, monstros e bestas são aqui relatados na sua forma original: com o vigor da ficção. Nas cem histórias que compõem este livro, as forças da natureza tomam vida, forma-se o Universo, nasce o homem, surgem os animais e explicam-se, segundo a ótica mágica da mitologia greco-romana, os primórdios da existência e da história da humanidade. Os mitos não são mitos, mas personagens vividos e de carne e osso, que pensam, sentem e amam — tudo isso contado numa prosa acessível — e que compõem o berço da cultura ocidental.

Formato: DOC
Páginas: 481
Idioma: PT-BR

Download pelo RapidShare
http://rapidshare.com/files/222465554/As_100_Melhores_Historias

sábado, abril 25

"Um dia pela Terra!!"





O Dia da Terra foi comemorado pela primeira vez no dia 22 de Abril de 1970, sendo actualmente uma efeméride em centenas de países por todo o mundo na qual milhares de organizações e cidadãos participam activamente.

O principal objectivo do Dia da Terra é o de sensibilizar a sociedade para os problemas ambientais existentes a nível mundial e para a importância da promoção de iniciativas que visem o desenvolvimento sustentável, evitando a degradação do planeta onde vivemos.

Em Portugal a data também tem vindo a ser assinalada por um número cada vez maior de entidades e municípios, que vão desenvolvendo acções práticas de promoção da qualidade de vida no planeta e a defesa do ambiente. É a este movimento global de defesa do planeta - que este ano já conta com 1000 eventos registados na Rede Internacional (http://www.earthday.net/), que se irão desenvolver em vários pontos do mundo – “Dia da Terra – Cem coisas pelo Planeta”.
Segundo a rede mundial, o Dia da Terra deve ser um dia de participação cívica para defender os princípios de sustentabilidade local aplicando a máxima “Pensar globalmente, agir localmente”.
(Fonte: Confagri)

terça-feira, abril 21

SER e TER

Retirado do blog Contra a Indiferença,do Dr. Fernando Nobre


"Desafio gratuito? Debate e opção fúteis e inúteis? Escolha impossível? Penso que não. Será um desafio gratificante, julgo eu, se a opção “ser”, a acertada para mim, for a escolhida; não é seguramente a mais fácil mas será aquela que, nos momentos derradeiros, mais nos realizará e nos reconfortará!


Acredito plenamente que o “ser” tem que se sobrepor ao “ter”. Sei que não é o sentimento dominante neste início de século preocupado por uma globalização essencialmente financeira e especulativa, pelo vírus da ganância que galopa na mente de certos “yuppis” e de certas “empresas”, por uma tecnologia que parece tudo explicar e dominar e por uma visão maniqueísta das relações humanas que pretende conduzir-nos para perigosos desvios militaristas assim como para um choque de civilizações e religiões obsoleto porque retrógrado, sem cabimento e esperança e causador de tanto sofrimento e morte. O terrorismo e o combate que lhe está a ser travado são epifenómenos que decorrem das contradições e efeitos negativos quando o “ter”, irreflectidamente, tem a pretensão e ousadia de se sobrepor ao “ser”. A actual guerra contra o terrorismo está enferma de inutilidade e morte porque manifestamente desadequada e incompleta: só feita de tiros, torturas, prisões arbitrárias e cárceres fora das normas jurídicas, humilhações e mortes não nos levará a parte nenhuma a não ser a mais terror: será uma espiral infernal para todos, mesmo para aqueles, os do “ter”, que pensam ter-se posto ao abrigo nos condomínios fechados ou outras torres de marfim...


Meus amigos, há poucos anos ouvi no Centro de Convenções de Washington o então presidente da Organização Cooperação e Desenvolvimento da Europa, Sr. Jean Roger Bovin fazer uma análise da situação mundial que me reconfortou ainda mais na minha opção de pretender apenas “ser” e de lutar nesse sentido. Disse então o Sr. Bovin que “a pobreza impede o desenvolvimento social e o progresso”, “que o crescimento económico não conduz obrigatoriamente ao desenvolvimento social”, e que “o desenvolvimento social não é alcançado sem um investimento sério na saúde e na educação”. Afirmou também que “a democracia e a miséria não podem coexistir” e que por isso “é fundamental investir no desenvolvimento social para se almejar ter democracia”. E alertou para o facto da ”Nova Ordem Mundial” sonhada pelo outrora presidente George Bush (pai!) ter falido e se assistir a um aumento acelerado das disparidades! E mais, alertou também que previa para 2020 (amanhã!) que a África iria pôr no mercado de trabalho duas vezes mais jovens do que a Europa, EUA, Japão e Rússia, juntos!, o que provocaria uma corrente migratória Sul – Norte nunca vista... Sábias observações e temíveis previsões... Pois é, eis o resultado que a aposta no “ter” estéril produziu no nosso planeta: um crescimento económico sem desenvolvimento social integrado e global.



O “ter” é ilusão, é pura aparência, é efemeridade, é indiferença, é intolerância, é enfermidade, é solidão. O “ter” não tem esperança porque se esgota nele próprio, alimenta-se dele próprio exigindo sempre mais “ter”! Que saída para essa quadratura do círculo, para esse não senso que alguns tentam erguer em novo paradigma querendo fazer-nos crer que é a única via para a resolução dos problemas da humanidade? Só há uma: inversão de marcha em direcção ao “ser”. Não é fácil, espera-nos muita frustração (tanto maior quanto menos “ser” houver...) e alguma satisfação sobretudo aquela de sabermos que, no mais íntimo do nosso ser, estamos no caminho certo, na única via para a criação da Paz e da Harmonia entre os seres humanos.


“Ser” é humanidade, consciência social, livre arbítrio, liberdade, igualdade, fraternidade, solidariedade, cultura, preocupação ambiental, ecumenismo, tolerância, aceitação e preocupação do outro... Este é o meu pensamento, a minha opção, o meu testamento. Não de um rato de sacristia!, mas de um cirurgião que muitas vezes teve vidas entre as mãos, de um operacional que percorreu o Mundo e de um homem que sabe perfeitamente como é a morte e que gostaria de a enfrentar olhos nos olhos com o mínimo de angústia e medo. Só e apenas isso. Tentar “ser”.



E se tentássemos todos?"

sábado, março 28

Mafalda...




Por isso que adoro o jeito Mafalda de ver o mundo!!!

Hora do planeta 2009





O WWF-Brasil participa pela primeira vez da Hora do Planeta, um ato simbólico, que será realizado dia 28 de março, às 20h30, e espera alcançar mais de um bilhão de pessoas em mil cidades ao redor do mundo, convidando comunidades, empresas, organizações e governos a apagar as luzes para demonstrar sua preocupação com o aquecimento global. A cidade brasileira escolhida pra sediar o evento foi o Rio de Janeiro

O evento foi realizado pela primeira vez em Sidney, em 2007, com a participação de 2,2 milhões de pessoas. Já em 2008 foram 35 países e 400 cidades que ingressaram no projeto e simultaneamente apagaram-se as luzes do Coliseu em Roma, da ponte Golden Gate em São Francisco, da Opera House em Sidney, entre tantos ícones globais.



Vamos nos ligar nesse movimento de causa mundial!!
Participe vc tb
Bj, Val

domingo, março 22

EQUINÓCIO DE OUTONO






















(Gravura surrupiada da Meditação Global do Equinócio 2009, que recebi da amiga Carla Lampert)

EQUINÓCIO DE OUTONO

Nesta sexta-feira, 20 de março, às 08:32hs de Brasília, aconteceu mais um Equinócio de Outono e o ingresso do Sol no signo de Áries, iniciando assim o próximo Ano Astrológico, que é orientado pelo movimento das estações e o ciclo zodiacal.

Como acontece no Equinócio da Primavera, é a altura do ano em que o dia e a noite são iguais.
Aproveitar esse grande momento de renovação na Mãe Terra para um trabalho de aprofundamento da nossa consciência e tb para reverter todo esse processo de destruição que estamos causando a nossa querida Gaia!!

Boas energias!!
Val

sábado, março 14

















"A verdadeira origem da descoberta consiste não em procurar novas paisagens,
mas em ter novos olhos."

(Marcel Proust)


Que nossos olhos sejam sempre sensíveis à beleza que nos rodeia.

Um bom final de semana

Carinhosamente, Val


Ps. Apesar da semana ter sido marcada de muitos acontecimentos, estes sempre foram recheados de amor, alegria e tb muita compreensão, até para poder superar todos os obstáculos que por ventura foram surgindo...

domingo, janeiro 18

Acordo ortográfico em doses homeopáticas























Acordo ortográfico em doses homeopáticas
Temos ate 2012 para errar sem culpa, muitas editoras já estão se preparando e lançando de guias, manuais e dicionários com as novas regrinhas.
No próximo mês de fevereiro, a Academia Brasileira de Letras irá publicar o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. A publicação deve resolver algumas pendências, como uso do hífen em certas palavras compostas. Mais de um dicionário será publicado entre os meses de março e abril. O moderno dicionário da língua portuguesa, da Michaelis, já pode ser encontrado nas livrarias. O preço ficará entre R$150,00 até 250,00.

Dos guias que já estão no mercado, vale destacar a Boa Ideia! (com o acento agudo esparramado no chão), de Jônatas Junqueira de Mello (Editora Saraiva) e o Guia de Acordo Ortográfico, de autoria de uma equipe de especialistas (Editora Moderna).

O livro Boa Ideia! Pode ser encontrado por preços que variam de R$15,00 a R$20,00. Já o guia de acordo Ortográfico pode ser baixado gratuitamente no site(www.moderna.com.br)

O Jeito é ir assimilando em doses homeopáticas todas essas regras.

Até 2012 conseguiremos...

Acordo Ortográfico de 1990





















Acordo Ortográfico de 1990
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre
.


O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 é um tratado internacional que tem por objectivo criar uma ortografia unificada para o português, a ser usada por todos os países de língua oficial portuguesa. Foi assinado por representantes oficiais de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe em Lisboa, em 16 de Dezembro de 1990, ao fim de uma negociação entre a Academia de Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras iniciada em 1980. Depois de obter a sua independência, Timor-Leste aderiu ao Acordo em 2004. O acordo teve ainda a presença de uma delegação de observadores da Galiza.

O Acordo Ortográfico de 1990 pretende instituir uma ortografia oficial única da língua portuguesa e com isso aumentar o seu prestígio internacional, dando fim à existência de duas normas ortográficas oficiais divergentes: uma no Brasil e outra nos restantes países de língua portuguesa. É dado como exemplo motivador pelos proponentes do Acordo o castelhano que apresenta bastante variação, quer na pronúncia quer no vocabulário entre a Espanha e a América hispânica, mas sujeito a uma só forma de escrita, regulada pela Associação de Academias da Língua Espanhola. Por outro lado, observa-se que a língua inglesa apresenta variações ortográficas entre os países que a falam e nunca foi objecto de regulação oficial, porém as diferenças gráficas são muito menores e menos frequentes do que as da língua portuguesa.

A adopção da nova ortografia, de acordo com os dados da Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 (que se baseiam exclusivamente numa lista de 110 000 palavras da Academia das Ciências de Lisboa, irá acarretar alterações na grafia de cerca de 1,6% do total de palavras na norma euro-afro-asiático-oceânica (em Portugal, PALOP, Timor-Leste e Região Administrativa Especial de Macau) e de cerca de 0,5% na brasileira.

O teor substantivo e o valor jurídico do tratado não alcançaram consenso entre linguistas, filólogos, académicos, jornalistas, escritores, tradutores e personalidades dos sectores artístico, universitário, político e empresarial das sociedades portuguesa e brasileira, de modo que sua aplicação tem suscitado discordância por motivos linguísticos (v.g. introdução de facultatividades, supressão de letras consonânticas mudas, hifenização, maiusculização e remoção do acento diferencia, políticos, econômicos e jurídicos, havendo quem afirme mesmo a inconstitucionalidade do tratado. Outros ainda afirmam que o Acordo ortográfico serve, acima de tudo, interesses geopolíticos e económicos do Brasil.

domingo, janeiro 11

Feliz 2009!!

QUE EM 2009 ABRAM-SE PORTAIS DE AMOR, SABEDORIA, CURA, ABUNDÂNCIA, PROSPERIDADE...DIAS DE BEM AVENTURANÇA...LIBERDADE, PAZ, SAÚDE, ENERGIA, CORES, AROMAS, AMORES!!!
BABANAN KEWALAN SÓ PRA VARIAR!!!
BEIJOS!!!
V@L

terça-feira, dezembro 23

Consumo consciente














Campanha para incentivar uso de sacola retornável
Prática de dispensar embalagens de plástico em supermercados ainda é exceção entre consumidores



Elas ainda são minoria. Chegam ao supermercado ou à feira carregando suas sacolas, geralmente de lona ou fibra, e dispensam sacos plásticos para levar as compras para casa. Uma atitude ecologicamente correta, comum em países como França e Alemanha, já que uma sacola plástica demora até 450 anos para se desintegrar.

A bióloga Carla Conde é pioneira. Começou a usar a própria bolsa de compras há 16 anos, ainda no rastro da onda verde que invadiu o Rio com a ECO-92. Naquela época, usava às vezes a sacola de pano. Mas há oito anos radicalizou. Sacolas de plástico nem pensar. No início, os outros clientes no supermercado estranhavam. Aos poucos, mudaram. "Hoje em dia já acham normal. Usar sua própria sacola virou fashion", diz Carla.


A campanha ensinará atitudes simples. "No lugar de levar quatro sacolas de plástico em cada compra, podemos levar nossas bolsas retornáveis ao supermercado e usar apenas uma plástica. O importante é reduzir o consumo", diz.

O ministério não cogita propor soluções drásticas como a que o governo da China tomou. Com o aquecimento da economia, os chineses aumentaram muito o consumo, inclusive das embalagens plásticas. Em um único dia, os chineses gastavam 3 bilhões de sacolas. O impacto no ambiente foi tão forte que, em junho de 2007, o governo proibiu o uso delas em supermercados. Vetou também sacos para embalar frutas e verduras. A medida fez com que os chineses voltassem a usar bolsas de pano e cestas de vime.


Márcia Vieira

sábado, dezembro 6

Educação Ambiental




















Feliz de estar por aqui...
Após um semestre exaustivo, porém produtivo, estou aqui para postar sobre um assunto de grande relevância no atual momento.
Precisei desenvolver uma temática investigativa para compor meu relatório de estágio I para o curso de Pedagogia que venho realizando na Ulbra. Adivinhe, qual o tema que escolhi, é claro que foi sobre Educação Ambiental, direcionado para o contexto escolar, ainda fiz um link com a Educação Cósmica de Maria Montessori.
Dentro desse enfoque, fiz várias reflexões sobre as práticas ambientais dentro do entorno escolar, necessário lembrar que elas devem estar inseridas em diversos momentos da rotina escolar e não estanques, pontuais, ou somente em datas comemorativas como em algumas escolas vem acontecendo.
Sabemos da resistência e da grande dificuldade que alguns educadores apresentam, quanto à inserção da Educação Ambiental em suas práticas educacionais.
Talvez isso se dê pela falta de referencia, alguns diretores também não denotam interesse no assunto, falta de informação,...muitos acreditam que precisa ser um biólogo, agrônomo, engenheiro florestal ou ambiental para falar em Educação Ambiental, nada disso, até porque a Educação Ambiental vai muito além de cuidar da plantas, árvores, da poluição, do lixo, etc. a Educação Ambiental envolve, também, o trabalho e o estudo sobre as diferentes formas de convívio social, as culturas diferentes, enfim toda a diversidade existente no planeta. De nada adianta trabalhar o respeito ao ambiente se não há o respeito, o amor pelas pessoas entre si. Lembrar sempre da interdepência entre tudo e todos.
Frente a isso, é interessante despertar o interesse das crianças desde a mais tenra idade sobre o assunto, em cima dessa curiosidade infantil é que vamos buscar uma aprendizagem real e significativa, desenvolvendo assim a nossa ecologia pessoal, social e tendo como produto final a ecologia planetária.

Bj, sustentáveis
Val

domingo, novembro 2

Gaiolas e asas...







Os pensamentos me chegam de forma inesperada, sob a forma de aforismos. Fico feliz porque sei que Lichtenberg, William Blake e Nietzsche frequentemente eram também atacados por eles. Digo “atacados“ porque eles surgem repentinamente, sem preparo, com a força de um raio. Aforismos são visões: fazem ver, sem explicar. Pois ontem, de repente, esse aforismo me atacou: “Há escolas que são gaiolas. Há escolas que são asas“
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são os pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
Esse simples aforismo nasceu de um sofrimento: sofri conversando com professoras de segundo grau, em escolas de periferia. O que elas contam são relatos de horror e medo. Balbúrdia, gritaria, desrespeito, ofensas, ameaças... E elas, timidamente, pedindo silêncio, tentando fazer as coisas que a burocracia determina que seja feito, dar o programa, fazer avaliações... Ouvindo os seus relatos vi uma jaula cheia de tigres famintos, dentes arreganhados, garras à mostra - e a domadoras com seus chicotes, fazendo ameaças fracas demais para a força dos tigres... Sentir alegria ao sair da casa para ir para escola? Ter prazer em ensinar? Amar os alunos? O seu sonho é livrar-se de tudo aquilo. Mas não podem. A porta de ferro que fecha os tigres é a mesma porta que as fecha junto com os tigres.
Nos tempos da minha infância eu tinha um prazer cruel: pegar passarinhos. Fazia minhas próprias arapucas, punha fubá dentro e ficava escondido, esperando... O pobre passarinho vinha, atraído pelo fubá. Ia comendo, entrava na arapuca, pisava no poleiro – e era uma vez um passarinho voante. Cuidadosamente eu enfiava a mão na arapuca, pegava o passarinho e o colocava dentro de uma gaiola. O pássaro se lançava furiosamente contra os arames, batia as asas, crispava as garras, enfiava o bico entre nos vãos, na inútil tentativa de ganhar de novo o espaço, ficava ensanguetado... Sempre me lembro com tristeza da minha crueldade infantil.
Violento, o pássaro que luta contra os arames da gaiola? Ou violenta será a imóvel gaiola que o prende? Violentos, os adolescentes de periferia? Ou serão as escolas que são violentas? As escolas serão gaiolas?
Falarão-me sobre a necessidade das escolas dizendo que os adolescentes de periferia precisam ser educados para melhorarem de vida. De acordo. É preciso que os adolescentes, é preciso que todos tenham uma boa educação. Uma boa educação abre os caminhos de uma vida melhor.
Mas, eu pergunto: Nossas escolas estão dando uma boa educação? O que é uma boa educação?
O que os burocratas pressupõe sem pensar é que os alunos ganham uma boa educação se aprendem os conteúdos dos programas oficiais. E para se testar a qualidade da educação se criam mecanismos, provas, avaliações, acrescidos dos novos exames elaborados pelo Ministério da Educação.
Mas será mesmo? Será que a aprendizagem dos programas oficiais se identifica com o ideal de uma boa educação? Você sabe o que é “dígrafo“? E os usos da partícula “se“? E o nome das enzimas que entram na digestão? E o sujeito da frase “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heróico o brado retumbante“? Qual a utilidade da palavra “mesóclise“? Pobres professoras, também engaioladas... São obrigadas a ensinar o que os programas mandam, sabendo que é inútil. Isso é hábito velho das escolas. Bruno Bettelheim relata sua experiência com as escolas: “fui forçado (!) a estudar o que os professores haviam decidido que eu deveria aprender – e aprender à sua maneira...“
O sujeito da educação é o corpo porque é nele que está a vida. É o corpo que quer aprender para poder viver. É ele que dá as ordens. A inteligência é um instrumento do corpo cuja função é ajudá-lo a viver. Nietzsche dizia que ela, a inteligência, era “ferramenta“ e “brinquedo“ do corpo. Nisso se resume o programa educacional do corpo: aprender “ferramentas“, aprender “brinquedos“. “Ferramentas“ são conhecimentos que nos permitem resolver os problemas vitais do dia a dia. “Brinquedos“ são todas aquelas coisas que, não tendo nenhuma utilidade como ferramentas, dão prazer e alegria à alma. No momento em que escrevo estou ouvindo o coral da 9ª sinfonia. Não é ferramenta. Não serve para nada. Mas enche a minha alma de felicidade. Nessas duas palavras, ferramentas e brinquedos, está o resumo educação.
Ferramentas e brinquedos não são gaiolas. São asas. Ferramentas me permitem voar pelos caminhos do mundo. Brinquedos me permitem voar pelos caminhos da alma. Quem está aprendendo ferramentas e brinquedos está aprendendo liberdade, não fica violento. Fica alegre, vendo as asas crescer... Assim todo professor, ao ensinar, teria que perguntar: “Isso que vou ensinar, é ferramenta? É brinquedo?“ Se não for é melhor deixar de lado.
As estatísticas oficiais anunciam o aumento das escolas e o aumento dos alunos matriculados. Esses dados não me dizem nada. Não me dizem se são gaiolas ou asas. Mas eu sei que há professores que amam o vôo dos seus alunos.
Há esperança...
Rubem Alves
(Folha de S. Paulo, Tendências e debates, 05/12/2001.)

segunda-feira, outubro 13

Ícone da Paz

MAIS UM GRANDE BEIJA-FLOR ALÇA VÔO RUMO À LIBERDADE CÓSMICA!



Para todos nós que somos aprendizes da arte de viver e que de uma maneira ou de outra tecemos um movimento pela paz, estamos vibrando na unidade e no silêncio com a passagem do nosso querido Pierre Weil, um dos fundadores da Unipaz.
Pierre Weil tinha consciência da força que todos guardamos em nós. Ele foi um arauto dessa leitura de um ser humano sem idéias bélicas, belo, fraterno, solidário e ético.

"Ele saiu suave, como o azul de seu olhar...

Ele saiu discreto e simples, como seu jeito de não gostar de elogios...

Ele saiu consciente do eterno agora, sereno e alegre...

Ele compreendeu o sentido dessa mudança, querendo até nestes últimos momentos, partilhar com outros, seus lúcidos ensinamentos sistematizados na proposta A Arte de Viver a Vida...

Ele simplesmente permitiu que o sopro encontrasse outra forma de expressão...

Agora este lindo beija-flor está voando leve sobre outros canteiros...

Cabe a nós dignificar o que aprendemos... e que nossas lágrimas e a nossa saudade reguem e adubem ainda mais os canteiros, que na condição de aprendizes de beija-flores, ainda temos que cultivar ..."

Paz e Luz
Val

quarta-feira, setembro 10

Abordagens sobre Visão Holística, Concepção Sistêmica e Interdisciplinaridade: Conceitos e Inter-Relações

Por Paccelli José Maracci Zahler

Para entender a “concepção sistêmica” é necessário entender o que é um “sistema”.

Um “sistema” se constitui na “interação de um conjunto de processos (ou seja, um conjunto de elementos) que, combinados, geram algum tipo de função ou funcionamento” SENAC (2006).

Segundo VON BERTALANFFY (1977), a análise dos sistemas trata a organização como um sistema de variáveis mutuamente dependentes. Assim, pode-se chegar ao conceito de “sistemas vivos”, que incluem organismos individuais e suas partes, sistemas sociais (famílias e comunidades) e ecossistemas (SENAC, 2006).

De acordo com CAPRA (1996), a ciência cartesiana acreditava que, em qualquer sistema complexo, o comportamento do todo podia ser analisado pelas propriedades de suas partes. Em contraposição, a ciência sistêmica mostra que os sistemas vivos não podem ser compreendidos por meio da análise, ou seja, as propriedades das partes não são propriedades intrínsecas e só podem ser entendidas dentro do conceito do todo. Assim, o pensamento ou concepção sistêmica procura explicar as coisas considerando o seu meio ambiente e, nas palavras daquele autor, “todo pensamento sistêmico é pensamento ambientalista”.

Por ser uma ciência integradora, a Ecologia oferece subsídios para que a sociedade possa compreender as questões ambientais. Dessa maneira, ela passou a abordar a relação homem-natureza como algo uno, rompendo o paradigma do homem separado da natureza.
Essa visão do todo e de suas interações é chamada de “visão holística”.

BOFF (1993) defende que a Ecologia exige uma visão da totalidade, chamada “holismo” ou “visão holística”. Segundo ele, “holismo” vem do grego “holos”, que significa “totalidade”, termo divulgado pelo filósofo sul-africano Jan Smutts, a partir de 1926.

Verifica-se que, para se chegar à “visão holística” é necessário uma compreensão “sistêmica” e esta, por sua vez, vai necessitar de conhecimentos de diversas áreas do saber humano, seja pela “multidisciplinaridade” ou pela “interdisciplinaridade”.

No estudo multidisciplinar, várias áreas do conhecimento humano discorrem sobre determinado tema de forma independente, sem troca de idéias.

No estudo interdisciplinar, cada área do conhecimento vai discutir uma determinada questão, em conjunto, para solucioná-la ou para contribuir para um melhor entendimento.

O estudo interdisciplinar parece ser a abordagem mais apropriada para a ciência da Ecologia, por permitir uma melhor compreensão dos sistemas (concepção sistêmica) pela identificação e interpretação dos seus elementos, possibilitando uma “visão holística” e, conseqüentemente, a proposição de soluções para os problemas ambientais da atualidade.


BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

BOFF, Leonardo. Ecologia:um novo paradigma. In: Ecologia, mundialização e espiritualização. São Paulo: Editora Ática, 1993.
CAPRA, Fritjof. A teia da vida. São Paulo: Editora Pensamento-Cultrix, 1996.
SENAC. Princípios de ecologia e conservação da natureza. Bloco temático II. E-book do Curso de Educação Ambiental, Brasília, Distrito Federal, 2006.
VON BERTALANFFY, Ludwig. Teoria geral dos sistemas. Petrópolis: Vozes, 1977.

sábado, agosto 23

A invenção da infância


A invenção da infância- Liliana Sulzbach
Um curta metragem de grande valia para nós que buscamos uma perspectiva de maior humanização com nossas crianças.
Nos leva a uma boa reflexão sobre o que é ser criança no mundo atual e faz bem o recorte em cima “Das esquecidas às estressadas, das mimadas às exploradas, todas as nuances das crianças do Brasil.”

Vale a pena conferir!!!



"O que se faz agora com as crianças é o que elas farão depois com a sociedade." (Karl Mannheim)

sexta-feira, julho 25

"Só de sacanagem" by Elisa Lucinda

Maravilhoso texto, de Elisa Lucinda,deve ser divulgado em homenagem à todos aqueles que ainda têm a capacidade de indignação!
E “ SÓ DE SACANAGEM”, vou também continuar honesta!!
Abraços, Val












Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova? Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro.

Do meu dinheiro, do nosso dinheiro, Que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós. Para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.

Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz. Mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.

Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó E dos justos que os precederam: “Não roubarás”. “Devolva o lápis do coleguinha”. “Esse apontador não é seu, minha filha”.

Pois bem, se mexeram comigo, Com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, Então agora eu vou sacanear: Mais honesta ainda vou ficar!

Só de sacanagem! Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba” E eu vou dizer: “Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez”. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.

Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau. Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”. E eu direi: “Não admito, minha esperança é imortal”. E eu repito: “Ouviram? IMORTAL!”

Sei que não dá para mudar o começo Mas, se a gente quiser, Vai dar para mudar o final!
Elisa Lucinda