"Tenta te orientar pelo calendário das flores, esquece por um momento os números, a semana, o dia do teu nascimento. Se conseguires ser leve, aproveite, enche tuas malas de sonho e toma carona no vento."

Fernando Campanella

quarta-feira, março 12

EM BUSCA DE UMA LITERATURA INFANTIL DE QUALIDADE













EM BUSCA DE UMA LITERATURA INFANTIL DE QUALIDADE
por Léo Cunha

Introdução
Teatro e Literatura caminham sempre muito próximos, principalmente quando a ponte é o texto. Teatro é literatura. Literatura dramática. Um texto grávido de um espetáculo teatral, por isso considerado um texto intermediário que se completa no palco - ou no imaginário do leitor. Por isso o que Léo Cunha nos fala dos textos dos livros infantis se aplicam em sua totalidade ao texto teatral infantil.
carlos augusto nazareth

Mas o que vem a ser, afinal, a boa literatura infantil?

Existem hoje, no mercado brasileiro, mais de 5 mil livros catalogados como literatura infantil e mais 3 mil considerados juvenis. Além disso, centenas de novos títulos são publicados anualmente, por quase 100 editoras de todo o país. Será possível conhecer todo este acervo? Será viável? A resposta parece ser negativa, principalmente se considerarmos que várias das editoras não têm distribuição em todo o território nacional.

Mas outra pergunta parece ainda mais relevante: será preciso conhecer todos estes livros? Mais uma vez, a resposta é não. Afinal (como acontece aliás em toda e qualquer forma de arte) uma boa parte destes títulos é de qualidade discutível, em termos de qualidade literária, qualidade das ilustrações, produção gráfica, ideologia, etc... Mais importante que conhecer uma enorme quantidade de livros, portanto, é ser capaz de analisar e discutir a qualidade das obras a que se tem, efetivamente, acesso.

Mas o que vem a ser, afinal, a boa literatura infantil? É evidente que os critérios aqui apresentados têm um viés pessoal, mas, de modo geral, correspondem ao que a maioria dos teóricos vêm apontando.

a) Em primeiro lugar, o bom livro é aquele que aposta na inteligência da criança. É fundamental ter sempre em mente que a criança é menor somente em idade e tamanho. Quando se trata de inteligência, sensibilidade, criatividade, emoção, ela empata – e freqüentemente goleia – o adulto. É mais aberta e disponível para surpresas, abraça melhor as novas idéias. A menos que já tenha sido condicionada a engolir obras menos elaboradas, moralistas, ou toda esta produção em série que o mercado despeja e o adulto (pai, tio, professor) endossa.

Assim, o leitor deve desconfiar de livros que tentam explicar tudo (fatos, acontecimentos, mudanças, causas e conseqüências, etc) tim-tim por tim-tim para o leitor. Há boas chances de o autor estar duvidando da capacidade de compreensão e raciocínio da criança.

Como já foi lembrado no início deste capítulo se você achar o livro bobo, simplório, a criança quase certamente vai concordar.

b) O livro infantil deve ser Literatura – ou seja, Arte – antes de mais nada. Se um livro está mais preocupado em ensinar alguma coisa do que em contar uma história (ou tecer um poema), mau sinal. O autor deve estar confundindo Literatura com Pedagogia, com Catecismo, com Educação Moral e Cívica...

Existem muitos livros, catalogados como literatura infantil, onde a história serve de pretexto para o autor ensinar o leitor a escovar os dentes, evitar piolhos, plantar árvores, cuidar das baleias, honrar a bandeira nacional, etc e tal. É claro que todas estas atividades são dignas e nobres, mas ensiná-las não é dever do escritor. Fanny Abramovich, no livro “Literatura Infantil - gostosuras e bobices”, lembra que

"é através duma história que se podem descobrir outros lugares, outros tempos, outros jeitos de agir e de ser, outra ética, outra ótica... É ficar sabendo História, Geografia, Filosofia, Política, Sociologia, sem precisar saber o nome disso tudo e muito menos achar que tem cara de aula... Por que, se tiver, deixa de ser literatura, deixa de ser prazer e passa a ser Didática.”

Didatismo e moralismo não combinam nem com a literatura nem mesmo com as perspectivas mais modernas da educação. O sócio-interacionismo, por exemplo, afirma que o professor não deve dar a resposta pronta ao aluno, e sim instigá-lo a encontrá-la. Além disso, na pré-escola, o professor deve brincar junto com o aluno, ser mais um na brincadeira e não chegar para resolver os conflitos, pois o aprendizado acontece através da ação e não de conselhos ou outro tipo de ensinamento disfarçado.

É automático o paralelo com o livro infantil. Ele não pode dar respostas prontas, morais-da-história. Da mesma forma, o livro deve ser fonte de prazer e descoberta, deve ser mais um na brincadeira, possibilitando à criança viajar, imaginar, refletir, criar.

O livro moralista ou com interesse pedagógico acaba se assemelhando a mais uma disciplina, mais um ensinamento, mais uma lição a ser aprendida obrigatoriamente e da maneira mais convencional.

Por outro lado, um livro não-moralista não significa um livro amoral, ou imoral. Não significa, também, que o autor deva ser omisso, ou não tenha o direito de expressar opiniões e pontos de vista. Em toda obra de arte, estará presente, inevitavelmente, a visão de mundo do artista.

c) Outra característica da boa literatura infantil é tratar a criança sem paternalismo, sem condescendência. Livros infantis recheados de inhos (a menininha bonitinha que estava brincando no parquinho...) pensam estar facilitando a leitura, tornando-a mais agradável, ou mais próxima do leitor, sem perceber que a própria criança não usa nem abusa desses expedientes.

Existem exceções, é claro, mas apenas para confirmar a regra. É o caso da linda história “A pontinha menorzinha do enfeitinho do fim do cabo da colherzinha de café”, onde Elvira Vigna usa os diminutivos reiterados com a intenção de revelar, pouco a pouco, os esforços da personagem principal para tratar de um passarinho.

O paternalismo também surge quando o livro pasteuriza uma questão difícil – seja a morte, a religião, a inveja, a ecologia, os palavrões – e a narra de maneira superficial, apresentando soluções simplistas, forçadas. Fanny Abramovich, na obra citada acima, sugere a melhor maneira de tratar qualquer assunto:

"sem medo, sem reservas, sem fugir das questões principais ou fazer de conta que não existem... Ou colocando num parágrafo – cheio de evasivas – mil explicações, às vezes até confusas ou atabalhoadas, não dando nem tempo para que a criança-leitora pense, elabore, resolva, se identifique, concorde, discorde, critique, negue, etc, a forma como tal ou qual questão está sendo explicada/proposta/vivida/ resolvida/lidada."

Já tive a oportunidade de conversar com muitos alunos e professores que leram meu livro “Pela estrada afora”, e um grande mérito que eles costumam perceber no texto é justamente a forma franca e verdadeira – mas não pesada – como tratei de temas difíceis e doloridos (a morte e o palavrão).

Não custa lembrar, ainda, que as tentativas de facilitação da história funcionam como facas de dois gumes. Livros fáceis costumam ser lidos rapidamente e esquecidos ainda mais depressa. O ecritor francês Paul Valéry repetia sempre que, em toda a sua vida, os livros que o marcaram apresentavam algum nível de dificuldade durante a leitura.

d) Nenhum livro tem obrigação de ser ousado, ou inovador. Mas, de forma geral, os melhores livros infantis, os que marcam, são aqueles que revelam uma preocupação do autor (e do ilustrador) em fugir ao óbvio, ao corriqueiro. Seja na linguagem, seja na escolha do tema, seja na estrutura narrativa, essa postura foge às fórmulas consagradas, aos modismos, e cria obras únicas.

Os modismos são uma verdadeira praga na indústria da literatura infantil. Se um livro com o tema “adolescente grávida” começa a fazer sucesso entre os jovens, várias editoras se sentem tentadas (ou mesmo obrigadas) a publicarem livros com o mesmo tema. Se a onda é “troca de correspondência”, logo surge uma enxurrada de livros do gênero. Isso se repete com os temas mais variados: separação dos pais, uso de drogas, ecologia, dinossauros, duendes, anjos, etc.

O problema é que estas fórmulas costumam se esgotar rapidamente, o interesse pelo assunto – que era efêmero – entra em baixa, é substituído por outros e, como resultado, o mercado fica abarrotado de livros menos ou mais parecidos sobre aquele tema. De modo geral, apenas uma minoria desses acaba resistindo ao tempo. Justamente os que possuem qualidade literária.

Ora, para pensar a literatura infantil como algo mais do que um produto da "indústria cultural", para considerá-la e desejá-la uma arte que crie obras razoavelmente duradouras, que alcancem alguma permanência no tempo, deve-se estar atento para estes livros cuja preocupação é claramente aproveitar um filão, entrar na onda.

Outro engano digno de nota é imaginar que a criança só se interessa por livros engraçados, divertidos. É claro que o humor facilita a aceitação de um livro, mas não pode virar receita de bolo. Na literatura infantil, mestres do humor como Sylvia Orthof, João Carlos Marinho, Edy Lima, Eva Furnari, Elvira Vigna, José Paulo Paes e Fanny Abramovich sabem que o humor, por si só, não basta: piadas são engraçadas, mas nem por isso são literatura. Uma boa história, ou um bom poema, precisam estar por trás da graça.

Por outro lado, um livro sério, profundo, tenso, ou mesmo triste, pode ser apreciado pelas crianças, mesmo que não satisfaça essa procura da criança pelo humor (ou outros desejos). Para isto, ele deve possuir outras qualidades literárias, seja a poesia, a fantasia, a ambigüidade poética, o estranhamento do óbvio. A literatura infantil brasileira tem exemplos e mais exemplos de autores que apostam freqüentemente nesta trilha: Bartolomeu Campos Queirós, Vivina de Assis Viana, Antônio Barreto, Joel Rufino, Mirna Pinsky, Sérgio Caparelli, Lino de Albergaria, Roseana Murray, Celso Sisto, Roger Mello, e outros tantos.

Este texto é um trecho do artigo “Literatura Infantil e Juvenil”, do livro “Formas e Expressões do Conhecimento”, editado pela Escola de Biblioteconomia da UFMG em 1998. Traz algumas considerações sobre os livros infantis no Brasil.

SITE OFICIAL DO ESCRITOR LEO CUNHA
http://www.leocunha.jex.com.br/

segunda-feira, março 10

NECESSITAMOS VOAR !


Para cada mulher forte cansada de aparentar debilidade,
há um homem débil cansado de parecer forte.

Para cada mulher cansada de ter que agir como tonta,
há um homem agoniado por ter que aparentar saber tudo.

Para cada mulher cansada de ser qualificada como “ser emotivo", há um homem a quem se tem negado o direito de chorar e ser “delicado”.

Para cada mulher catalogada como pouco feminina quando compete,
há um homem obrigado a competir para que não d se duvide de sua masculinidade .

Para cada mulher cansada de ser um objeto sexual,
há um homem preocupado com sua potência sexual.

Para cada mulher sem acesso a emprego ou a um salário satisfatório,
há um homem que deve assumir o sustento de outro ser humano.

Para cada mulher que desconhece os mecanismos do automóvel,
há um homem que não aprendeu os segredos da a arte de cozinhar.

Para cada mulher que dá um passo em direção à sua liberação,
há um homem que redescobre o caminho da liberdade.

A Humanidade possui duas asas:
Uma é a mulher, a outra é o homem.

Enquanto as asas não estiverem igualmente desenvolvidas.

A HUMANIDADE NÃO PODERÁ VOAR
NECESSITAMOS UMA NOVA HUMANIDADE
NECESSITAMOS VOAR !

Agora, mais do q que nunca, a causa da mulher é a causa de toda a HUMANIDADE.
B. Boutros Ghali.


Uma ótima semana!!
Val

domingo, março 9

Como conhecer o cérebro dos disléxicos

Artigo muito interessante!!!

Como conhecer o cérebro dos disléxicos - Vicente Martins
A dislexia é tema de novela da Globo. O papel de disléxica em "Duas Caras" cabe à atriz Bárbara Borges, que vive Clarissa, uma jovem que tem o sonho de ser juíza, mas sempre enfrentou dificuldades leitoras. Com o apoio da mãe, ela passará no vestibular para o curso de direito. Assim como Clarissa, os disléxicos são pessoas normais que, surpreendentemente, no período escolar, apresentam dificuldades em leitura e, em geral, problemas, também, com a ortografia e a organização da escrita. Como ajudar pais, especialmente mães, de disléxicos? O presente artigo mostra como os pais, docentes e psicopedagogos, conhecendo o cérebro dos disléxicos, poderão ajudá-los a ler e compreender o texto lido. A leitura, como sabemos, seja para disléxicos ou não, é uma habilidade complexa. Não nascemos leitores ou escritores. O módulo fonológico é o único, no genoma humano, que não se desenvolve por instinto. Realmente, precisamos aprender a ler, escrever e a grafar corretamente as palavras, mesmo porque as três habilidades lingüísticas são cultural e historicamente construídas pelo homo sapiens.
A leitura só deixa de ser complexa quando a automatizamos. Como somos diferentes, temos maneiras diferentes de reconhecer as palavras escritas e, assim, temos diferenças fundamentais no processo de aquisição de leitura durante a alfabetização. Esse automatismo leitor exige domínios na fonologia da língua materna, especialmente a consciência fonológica, isto é, a consciência de que o acesso ao léxico (palavra ou leitura) exige conhecimentos formais, sistemáticos, escolares, gramaticais e metalingüísticos do princípio alfabético do nosso sistema de escrita, que se caracteriza pela correspondência entre letras e fonemas (vogais, semivogais e consoantes). A experiência de uma alfabetização exitosa é importante para nossa educação leitora no mundo povoado de letras, literatura, poesia, imagens, ócones, símbolos, metáforas e diversidade de mídias e textos.
A compreensão do valor da leitura em nossas vidas, especialmente, na sociedade do conhecimento, é base para desmistificarmos o conceito inquietante da dislexia e do cérebro dos disléxicos. A dislexia não é doença, mas compromete o acesso ao mundo da leitura. A dislexia parece bloquear o acesso de crianças especiais à sociedade letrada. Deixa-os, então, lentas, dispersas, agressivas e em atraso escolar. Os docentes, pais e psicopedagogos que lidam com disléxicos devem seguir, então, alguns princípios ou passos para atuação eficiente com aqueles que apresentam dificuldades cognitivas na área de leitura, escrita e ortografia. Vamos descrever cada um deles a seguir.
O primeiro princípio ou passo é o de se começar pela descrição e explicação da deslexia. Uma criança com deficiência mental, por exemplo, não pode ser apontada como disléxica, porque a etiologia de sua dificuldade é orgânica, portanto, de natureza clínica e não exclusivamente cognitiva ou escolar. Claro, é verdade que um adulto, depois de um acidente vascular cerebral, poderá vir apresentar dislexia. Nesse caso, trata-se, realmente, de uma dislexia adquirida, de natureza neurolingüística e que só com o apoio médico é que podemos intervir, de forma plurisdisciplinar e, adequadamente, nesses casos.
Assim, tanto para a dislexia desenvolvimental (também chamada verdadeira porque uma criança já pode herdar tal dificuldade dos pais) como para a dislexia adquirida (surge após um AVC ou traumatismo), importante é salientar que os docentes, pais e psicopedagogos, especialmente estes últimos, conheçam melhor os fundamentos psicolingüísticos da linguagem escrita, compreendendo, assim, o processo aquisição da habilidade leitora e os processos psicológicos envolvidos na habilidade. Realmente, sem o conhecimento da arquitetura funcional, do que ocorre com o cérebro dos disléxicos, durante o processamento leitor, toda intervenção corre risco de ser inócua ou contraproducente.
Os processos leitores que ocorrem nos cérebros dos leitores, proficientes ou disléxicos, podem ser descritos através de quatro módulos cognitivos da leitura: (1) módulo perceptivo , como o nome sugere, refere-se à percepção, especialmente a visual, importante fator de dificuldade leitora; (2) módulo léxico , nesse caso, refere-se, por exemplo, ao traçado das letras e a memorização dos demais grafemas da língua (por exemplo, os sinais diacríticos como til, hífen etc.); (3) módulo sintático , este, tem a ver com a organização da estruturação da frase, a criança apresenta dificuldade de compreender como as palavras se relacionam na estrutura das frases (4) módulo semântico , este, diz respeito, pois, ao significado que traz as palavras nos seus morfemas (prefixos sufixos etc.)
Não é uma tarefa fácil conhecer o cérebro dos disléxicos. Por isso, um segundo passo é o aprofundamento dos fundamentos psicolingüísticos da lectoescrita. A abordagem psicolingüística (associando a estrutura lingüística dos textos aos estados mentais do disléxico) é um caminho precioso para o entendimento da dislexia, uma vez que apresenta as conexões existentes entre questões pertinentes ao conhecimento e uso de uma língua, tais como a do processo de aquisição de linguagem e a do processamento lingüístico, e os processos psicológicos que se supõe estarem a elas relacionados. Aqui, particularmente é bom salientar que as dificuldades lectoescritoras são específicas e bastante individualizadas, isto é, os disléxicos são incomuns, diferentes, atípicos e individualizados com relação aos demais colegas de sala de aula bem como aos sintomas manifestados durante a aquisição, desenvolvimento e processamento da linguagem escrita.
Nessas alturas, todos que atuam com os especiais devem pensar o que pode estar ocorrendo com os disléxicos em sala de aula. Os métodos de alfabetização em leitura levam em conta as diferenças individuais? Os métodos pedagógicos, com raras exceções, se propõem a ser eficientes em salas de crianças ditas normais, mas se tornam ineficientes em crianças especiais. Por isso, cabe aos docentes, em particular, e aos pais, por imperativo de acompanhamento de seus filhos, entender melhor sobre os métodos de estudos adotados nas instituições de ensino. Os métodos de alfabetização em leitura são determinantes para uma ação eficaz ou ineficaz no atendimento educacional especial aos disléxicos, disgráficos e disortográficos. A dislexia é uma dificuldade específica em leitura, e como tal, nada mais criterioso e necessário do que o entendimento claro do processo da leitura ou do entendimento da leitura em processo.
Não menos importantes do o entendimento dos métodos de leitura, adotados nas escolas, devem ser objeto de preocupação dos educadores, pais e psicopedagogos, as questões conceituais, procedimentais e atitudinais sobre a dislexia, disgrafia e disortografia. O que pensam as escolas sobre as crianças disléxicas? O que sabem seus professores e gestores educacionais sobre dislexia? Mais do que simples rótulos das dificuldades de aprendizagem da linguagem escrita, a dislexia é uma síndrome ou dificuldade revestida de conceitos lingüísticos, psicolingüísticos, psicológicos, neurológicos e neurolingüísticos fundamentais para os que vão atuar com crianças com necessidades educacionais especiais. Reforça-se, ainda, essa necessidade de compreender, realmente, o aspecto pluridisciplinar da dislexia, posto que muitas vezes, é imperiosa a interlocução com outros profissionais que cuidam das crianças, como neuropediatras, pediatras, psicólogos escolares e os próprios pais das crianças.
Na maioria dos casos de dislexia, disgrafia e disortografia, a abordagem mais eficaz no atendimento aos educandos é a psicopedagógica (ou psicolingüística, para os lingüistas clínicos) em que o profissional que irá lidar com as dificuldades das crianças aplicará à sua prática educacional aportes teórico-práticos da psicopedagogia clínica ou institucional aliados à pedagogia e à psicologia cognitiva e à psicologia da educação. São os psicolingüistas que se voltam para a explicação da dislexia e suas dificuldades correlatas (disgrafia, dislexias). Hipóteses como déficits de memória e do princípio alfabético (fonológico) são apontados, pelos psicolingüistas, como as principais causas da dislexia.
O terceiro passo para os que querem entender mais sobre dislexia é dar especial atenção à avaliação das dificuldades lectoescritoras. A avaliação deve ser trabalhada como ato ou processo de coletar dados a fim de se melhor entender os pontos fortes e fracos do aprendizado da leitura, escrita e ortografia dos disléxicos, disgráficos e disortográficos. Enfim, atenção dos psicopedagogos deve dirigir-se à avaliação das dificuldades em aquisição da linguagem escrita. Nesse sentido, um caminho seguro para a avaliação da dislexia, disgrafia e disortografia é pela via do reconhecimento da palavra. O reconhecimento da palavra começa pela identificação visual da palavra escrita. Depois do reconhecimento da palavra escrita, deve ser feita avaliação da compreensão leitora, especialmente no tocante à inferência textual, de modo que levando a efeito tais procedimentos, ficarão mais explícitas as duas etapas fundamentais da leitura e de suas dificuldades: decodificação e compreensão leitoras.
O quarto e último passo para o desenvolvimento de estratégias de intervenção nos educandos com necessidades educacionais especiais em leitura, disgrafia e disortografia é o de observar qual dos módulos (perceptivo, léxico etc.) está apresentando déficit no processamento da informação durante a leitura. Portanto, é entendermos como o cérebro dos disléxicos funciona durante o ato leitor . Neste quarto passo, é imprescindível um recorte das dificuldades leitoras. A dislexia não é uma dificuldade generalizada de leitura, ou seja, não envolve todos os módulos do processo leitor.
Descoberto o módulo que traz carência leitora, através de testes simples como ditado de palavras familiares e não-familiares, leitura em voz alta, questões sobre compreensão literal ou inferência textual, será mais fácil para os psicopedagogos, por exemplo, atuar para compensar ou sanar, definitivamente, as dificuldades leitoras que envolvem, por exemplo, aspectos fonológicos da decodificação leitora e da codificação escritora: o princípio alfabético da língua materna, isto é, a correspondência letra-fonema ou a correspondência fonema-letra.
Se o que está afetado refere-se ao campo da compreensão, os psicopedagogos poderão propor atividades com conhecimentos prévios para explorar a memória de longo prazo dos disléxicos que se baseia no conhecimento da língua, do assunto e do mundo (cosmovisão). Quando estamos diante de crianças disléxicas com as dificuldades relacionadas com a compreensão estamos, decerto, diante de casos de leitores com hiperlexia, parafasia, paralexia ou, se estão, também, superpostas dificuldades em escrita, ao certo, estaremos diante de escritores também hiperlexia, parafasia, paragrafia, termos clínicos, mas uma vez explicados, iluminarão os psicopedagogos que atuam com disléxicos e disgráficos. A paralexia é dificuldade de leitura provocada pela troca de sílabas ou palavras que passam a formar combinações sem sentido. A parafasia é distúrbio da linguagem que se caracteriza pela substituição de certas palavras por outras ou por vocábulos inexistentes na língua. A ciência e a terminologia, realmente, apontam, mais, claramente, as raízes dos problemas ou dificuldades na leitura, escrita e ortografia.

segunda-feira, março 3



Recebi, gostei e postei!!!

"Numa manhã de Outono, ainda bem cedo pela alvorada
uma amazona passeia pela praia manipulando sua energia.
Os elementos da natureza se reunem neste local de magia
permitindo uma integração, uma união Natureza-Homem."
Uma semana radiante de amor...
Val

quarta-feira, fevereiro 27

Andarilha...


"...e eu que andei tão distante me encontrei em mim."
Esse verso tem um valor especial, num tempo em que fui andarilha dentro de mim!!!
Aliás, continuo andarilha...
Um dia radiante de amor e paz!!!

quarta-feira, fevereiro 20

Renúncia na ilha



Para historiador, Fidel passou de ‘libertador a ditador’
O líder cubano Fidel Castro teve uma trajetória política semelhante à de líderes latino-americanos do século 19, como José de San Martín e Símon Bolívar, na opinião do historiador argentino Jose García Hamilton. Assim como os dois “libertadores da América”, Fidel tentou se eternizar no poder depois de ter liderado uma campanha de libertação, diz Hamilton.

“San Martín e Bolívar chegaram ao poder graças à libertação dos povos, mas depois tentaram se perpetuar no cargo”, disse o autor de livros sobre Bolívar e San Martín. Para o historiador, Fidel “virou um ditador pior do que seu principal inimigo, Fulgêncio Batista”, em referência ao líder do regime derrubado pela Revolução Cubana. A diferença, continua Hamilton, é que Fidel bateu recorde de tempo no poder.

“Nenhum deles, nem mesmo Franco, permaneceu tantos anos na presidência”, afirmou, referindo-se ao general espanhol Francisco Franco, que governou a Espanha entre 1939 e 1975. San Martín, libertador da Argentina, do Chile e do Peru, exerceu sua liderança entre 1812 e 1826. Bolívar esteve cerca de 20 anos no poder em uma trajetória similar que foi de 1810 a 1830.

Com o anúncio de sua renúncia nesta semana, Castro encerrará quase cinco décadas no comando da política cubana.

Fidel e Che

O historiador acredita, no entanto, que, ao menos inicialmente, Fidel Castro “libertou” Cuba da ditadura de Batista.

“Naquele momento, suas ações foram vistas com bons olhos pela comunidade internacional”, disse. Foi logo depois, lembra Hamilton, do início de mudanças na política de diferentes países da região.

Getúlio Vargas se suicidou em 1954, Perón foi derrubado do poder em 1955, por uma revolta militar, Perez Jímenez, na Venezuela, caiu em 1958, e Fidel tomou o poder, em Havana, em 1959.

Já o historiador e psicanalista Pacho O’Donnell, autor da biografia “Che”, sobre o ex-guerrilheiro argentino Ernesto Che Guevara, prefere não fazer comparações entre personagens de diferentes períodos históricos, mas diz acreditar que o paralelo mais próximo seja o próprio ex-companheiro de revolução.

A diferença entre Fidel e Che, que estiveram unidos na decisão de derrubar a ditadura de Fulgêncio Batista, em 1959, está, segundo O’Donnell, no fato de “o cubano ter apostado na política, e o argentino, na epopéia”.

Ou seja, um entrou para a história e o outro virou mito –o rosto de Che Guevara está, por exemplo, nas passeatas e protestos de várias partes do mundo, representando o desejo de igualdade social.

O’Donnell recorda que foi Raúl Castro quem apresentou Che Guevara a Fidel Castro, como contou o próprio ex-guerrilheiro argentino em uma carta enviada a sua família, em julho de 1955, quatro anos antes da queda da ditadura de Batista.

“Guevara e Raúl Castro representaram, no início, o setor mais radicalizado da Revolução Cubana. Eles eram os únicos que se reconheciam, publicamente, como marxistas”, recordou.

“Autoritarismo”

Autor de livros sobre o general e “libertador” José San Martín (”Don Jose”) e sobre o também general e igualmente conhecido como “libertador” Simón Bolívar (”Simón”), García Hamilton entende que Fidel também é o único a deixar o irmão no poder –mesmo que temporariamente.

Raúl Castro está no poder na ilha desde meados de 2006 e tem chances de permanecer no posto após as eleições da Assembléia Nacional, no próximo dia 24.

Ele cita, no entanto, três outros casos de nepotismo na história recente da América Latina. François Duvalier, no Haiti, deixou o cargo para o filho, Jean Claude Duvalier. A cadeira de Anastasio Somoza, na Nicarágua, foi ocupada pelo filho, Luis Somoza. Na Argentina, o ex-presidente Juan Domingo Perón morreu no cargo, deixando a Presidência para sua mulher, Isabel Perón.

Tanto Hamilton como O’Donnell reconheceram que o líder cubano, a despeito da opinião que se tenha sobre ele, é um dos principais personagens políticos da América Latina –e talvez do mundo– no século 20 e início do século 21.

Folha Online

terça-feira, fevereiro 19

Blog abandonado??

Não abandonei meu blog!!!
Apenas, não estava conseguindo entrar!!
Troca de senha, maior confusão...

Uma ótima terça-feira!

domingo, janeiro 13

Palavras preconizadas por Frei Betto

Recebi mais esta pérola da minha amiga Lucineide e socializo com vocês!!

"Neste ano-novo, faz-te novo, reduz a tua ansiedade, cultiva flores no canteiro da alma, rega de ternura teus sentimentos mais profundos, imprime a teus passos o ritmo das tartarugas e a leveza das garças.

Não te mires nos outros; a inveja é um cancro que mina a auto-estima, fomenta a revolta e abre, no centro do coração, o buraco no qual se precipita o próprio invejoso.

Mira-te em ti mesmo, assume teus talentos, acredita em tua criatividade, abraça com amor tua singularidade. Evita, porém, o olhar narciso. Sê solidário; ao estender aos outros as tuas mãos estarás oxigenando a própria vida. Não sejas refém de teu egoísmo.

Cuida da língua. Não professes difamações e injúrias. O ódio destrói quem odeia, não o odiado. Troca a maledicência pela benevolência. Compromete-te a expressar ao menos cinco elogios por dia. Tua saúde espiritual agradecerá.

Não desperdices tua existência hipnotizado pela TV ou navegando aleatoriamente pela internet, naufragado no turbilhão de imagens e informações que não consegues transformar em síntese cognitiva. Não deixes que a espetacularização da mídia anule tua capacidade de sonhar e te transforme em consumista compulsivo. A publicidade sugere felicidade e, no entanto, nada oferece senão prazeres momentâneos.

Centra tua vida em bens infinitos, nunca nos finitos. Lê muito, reflete, ousa buscar o silêncio neste mundo ruidoso. Lá encontrarás a ti mesmo e, com certeza, um Outro que vive em ti e quase nunca é escutado.

Cuida da saúde, mas sem a obsessão dos anoréxicos e a compulsão dos que devoram alimentos com os olhos. Caminha, pratica exercícios aeróbicos, sem descuidar de acarinhar tuas rugas e não teme as marcas do tempo em teu corpo. Freqüenta também uma academia de malhar o espírito. E passa nele os cremes revitalizadores da generosidade e da compaixão.

Não dês importância ao que é fugaz, nem confundas o urgente com o prioritário. Não te deixes guiar pelos modismos. Faz como Sócrates, observa quantas coisas são oferecidas nas lojas que tu não precisas para ser feliz. Jamais deixe passar um dia sem um momento de oração. Se não tens fé, mergulha-te em tua vida interior, ainda que por apenas cinco minutos.

Não te deixes desiludir pelo mundo que te cerca. Assim o fizeram seres semelhantes a nós. Saiba que és chamado a transformá-lo. Se tens nojo da política, receberás a gratidão dos políticos que a enojam. Se és indiferente, agradecerão os que a ela se apegam. Se reages e atuas, haverão de temer-te, porém a democracia se fará mais participativa.

Lembra que, neste ano, teremos eleições municipais. Põe no papel o que exiges de um vereador e de um prefeito. E faz com que teus candidatos o assinem. Convoca-os para debate em grupo, e examina como encaram os pobres e a pobreza. Não desperdices teu voto elegendo quem, no dia seguinte, te dará as costas, obcecado pelas mordomias do poder e seduzido pelas maracutaias que promovem enriquecimento fácil.

Em 2008 celebraremos o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Pratica-a em tua casa, com teus filhos e tua (teu) parceira(o). Não trate tua faxineira como uma semi-escrava. Remunera-a com um salário digno e propicia-lhe melhoria da qualidade de vida.

Arranca de tua mente todos os preconceitos e, de tuas atitudes, todas as discriminações. Sê tolerante, coloca-te no lugar do outro. Todo ser humano é o centro do Universo e morada viva de Deus. Antes, indaga a ti mesmo por que provocas em outrem antipatia, rejeição, desgosto. Reveste-te de alegria e descontração. A vida é breve e, de definitivo, só conhece a morte.

Faz algo para preservar o meio ambiente, despoluir o ar e a água, reduzir o aquecimento global. Não utilizes material não-biodegradável. Trata a natureza como aquilo que ela é de fato: tua mãe. Dela vieste e a ela voltarás; vives do beijo que te dá continuamente na boca: ela te nutre de oxigênio e alimentos.

Guarda um espaço em teu dia-a-dia para conectar-te com o Transcendente. Deixa que Deus acampe em tua subjetividade. Aprende a fechar os olhos para ver melhor."
Feliz 2008!

Frei Betto"

sábado, janeiro 12

domingo, janeiro 6


Obrigada a todas as pessoas que ao longo de 2007 compartilharam um pouco de seu tempo, suas experiências e suas energias comigo.
Que em 2008 possamos novamente viver bons momentos, celebrando a vida, a liberdade e alegria de ser o que se é, sem medo, sem amarras, sempre com muito amor e respeito por toda forma de vida.
Eu desejo que possamos, sobretudo, orientar nossos corações e atitudes para a PAZ, pois garantindo isso, teremos força para buscar todo o resto.
Que seja 2008 um ano de tolerância, ética, solidariedade, consciência sócio-ambiental e que possamos, dentro da Cultura da Paz, contribuir para um planeta melhor e mais justo para todos, pois como já disse Drummond, para termos um feliz ano novo, a gente precisa merecê-lo.


Com carinho, Valquíria Bottaro

segunda-feira, dezembro 24

DICAS PARA UM NATAL ECOLÓGICO!!!





Presentes, em geral, vem em belas embalagens, que costumam ser rasgadas e imediatamente dispensadas. Basta pensar em milhões de famílias fazendo o mesmo, para deduzir quanto lixo uma noite natalina pode produzir. A compra dos presentes nem sempre é bem planejada. Mas o consumidor é poderoso. Se todos comprassem só presentes ambientalmente amigáveis, as indústrias deixariam de fabricar produtos prejudiciais e o comércio deixaria de vendê-los. Siga estas dicas e promova um Natal Ecologicamente Sustentável. Sem esquecer que mais importante de que comprar é confraternizar.
COMPRANDO PRESENTES
* A primeira dica é analisar suas compras. Assim você evita desperdício. Há quem chame este método de preciclagem.
* Faça uma lista antes de sair de casa. Coloque os nomes de quem você vai presentear e, ao lado, o tipo de presente que a pessoa gostaria de ganhar. Depois, analise cada opção e escolha o que for ambientalmente correto.
* Para selecionar um presente ambientalmente amigável, verifique a matéria prima usada para produzi-lo. O produto não deve conter substância perigosa para a saúde, ou componentes retirados de espécies ameaçadas, como mogno.
* Outro ponto é o método da produção. Só aceite produtos cuja elaboração não usou de crueldade para com animais. Também pense nas pessoas. Não compre, se a fabricação do objeto abusou da mão de obra infantil ou feriu os direitos trabalhistas.
* Dê preferência a produtos artesanais.
* Avalie quem está vendendo. Adquirindo produtos de uma entidade ecológica, por exemplo, você beneficia projetos ambientais por ela desenvolvidos.
* Agora, analise como o presente será usado. Por exemplo, criança gosta de brinquedo. Escolha um que não precisa de pilhas. Assim você incentiva a criatividade e a coordenação motora. E pilha polui o ambiente, durante e depois da fabricação.
* Eletrodomésticos devem ter um selo informando o consumo de eletricidade. Se esta for sua opção de presente, aproveite para comprar um produto que gasta menos energia. É bom para o bolso de quem ganha e para o ambiente.
* Embalagem é bonita, mas pode gerar montanhas de lixo, na forma de papel de presente e fitas. Se o pacote não puder ser reutilizado, esqueça. É dinheiro que vira poluição.
FAÇA PRESENTES

* Você não precisa comprar. Pode fabricar seus presentes. Que tal preparar uma receita culinária por exemplo reaproveitando folhas e talos de hortaliças num exclusivo suflê para a ceia dos amigos? Biscoitos e docinhos também fazem o maior sucesso.
* Suas plantas se reproduziram muito na primavera? Faça novos vasos bem caprichado para presentear os amigos. Custa pouco além de ser presente simpático e duradouro.
* Outra boa idéia é inventar seu próprio cartão. Por que não fazer uma colagem com folhas secas? O charme fica ainda maior se a base for papel reciclado.
* E como a natureza é a forma mais barata e sincera de presentear, olhe à sua volta. Que tal usar flores e folhas secas para compor um belo quadro? Com uma moldura simples, você terá um presente bem seu.
ÁRVORE DE NATAL
* Não sacrifique um pinheiro vivo para enfeitar seu lar. Escolha árvore com raiz, se puder replantar depois.
* Outra idéia é colocar enfeites natalinos nas plantas de sua casa. Pode ficar lindo!
* Também dá para usar bolas e fitas coloridas, num arranjo que aproveite galhos já caídos, para compor uma árvore estilizada decorando sua sala.
CEIA ECOLÓGICA
* Evite os enlatados e alimentos com embalagem demais. Prefira os produtos a granel, que são mais frescos e mais baratos.
* Não se esqueça de levar sua sacola quando for às compras, para evitar aquele monte de plástico que as lojas oferecem para guardar suas compras.
* Se o produto industrializado é essencial para a ceia, não arrisque a saúde dos que participarem dela. Ao comprar, verifique o prazo de validade do produto. E só adquira, se estiver exposto em local adequado para a sua conservação.
* Não use copos ou talheres descartáveis em sua festa. Também recuse toalhas e guardanapos descartáveis. Podem parecer práticos, mas poluem o meio ambiente. É o contrário de um presente para a mãe-natureza.
* Dica final: papel toalha e guardanapos fazem parte daqueles papeis que, na fabricação, foram alvejados com cloro. Cloro libera dioxina na atmosfera, que é um gás cancerígeno. Recupere os hábitos que serviram a seus pais e avós. Use guardanapos e toalhas de pano. Além de tudo, são mais chiques!
OS 3 R NO NATAL
* Ao ganhar um presente, não rasgue o pacote. Abra cuidadosamente e separe a embalagem. Procure reutilizá-la. Por exemplo, um belo papel pode servir para encapar um livro. Uma caixa pode ser usada para guardar objetos.
* Se não der para reutilizar a embalagem do presente que ganhou, faça a separação. Num monte, junte os papéis. Em outro, coloque os plásticos. Num terceiro, deixe o que for vidro e o que for metal. Depois, encaminhe estes materiais para quem recicla.
* Mas o melhor mesmo, é evitar desperdício. Recuse embalagem que não seja reutilizável, na hora de comprar o presente. E aproveite para, antes da festa, discutir e divulgar esta idéia com quem for participar. Afinal, não desperdiçar pode ser o maior presente de Natal para o meio ambiente.
(fonte: RedeAIPA)

Boas festas e que o espírito natalino envolva seu coração de paz e amor!!!

domingo, dezembro 16

Meu nome é Rádio













Outro dia socializando idéias com minha amiga Rose, ela indicou-me um filme, o qual eu tive o prazer de assistí-lo hoje à tarde!!
Vale a pena, trata sobre como encaramos as pessoas "diferentes" em nossa sociedade e como às vezes deixamos de aprender com a diversidade.
Leia a sinopse do filme e se tiveres oportunidade, loque o DVD!!


MEU NOME É RÁDIO
O filme “Meu nome é Rádio” conta a história de um jovem negro com deficiência mental chamado James Robert Kennedy (interpretado por Cuba Gooding Jr), que vive numa pequena cidade da Carolina do Sul e passa parte do seu dia andando pelas ruas com um carrinho de supermercados cheio de objetos que encontra pelas ruas. Seu apelido é “Rádio” por estar sempre ouvindo um desses aparelhos.
Rádio tinha o hábito de passar perto de uma escola e ficar observando as aulas do treinador de futebol americano Sr. Jones (Ed Harris). Numa dessas visitas, a bola do jogo sai dos arredores da escola e é encontrada por Rádio que ao invés de devolvê-la, a guarda em seu carrinho cheio de quinquilharias. Com raiva dessa atitude, no dia seguinte, os alunos de Jones pegam Rádio e o trancam em um quarto escuro amarrando seus pés e mãos. Jones o encontra desesperado e nesse momento começa a relação de confiança entre o jovem e o professor.
O treinador faz uso de sua autoridade e pune os alunos que maltrataram Rádio com um treino de tirar o fôlego, além de convidar Rádio para ajudá-lo nos treinos. O professor sofre uma forte pressão da comunidade escolar por querer ajudar um jovem negro com deficiência mental. Os pais dos alunos ficam indignados por seus filhos estarem convivendo com uma pessoa diferente dos padrões por eles estabelecidos, no início a diretora da escola também se coloca contra a presença de Rádio, por entender que ele poderia colocar em risco a vida dos outros alunos além de duvidar se a escola realmente poderia ajudá-lo. A mãe de Rádio, a Sra. Maggie (Epatha Merkerson) também fica desconfiada da ajuda do treinador Jones.
Contra todos e contra tudo, o professor sente uma imensa necessidade de ajudar aquele garoto, que se encontra à margem da sociedade por ser incompreendido. Ele enfrenta a comunidade escolar, a diretora, o supervisor de ensino e sua própria família que sente ciúme do garoto. A relação dos dois personagens é algo tão forte que nenhum obstáculo poderá separá-los.
Com o passar do tempo, Rádio começa a se desenvolver na Escola e torna-se o mascote do time, além de ser uma espécie de “faz tudo” na instituição de ensino. Ele conquista a confiança dos alunos, dos funcionários e principalmente constrói a sua própria autoconfiança. Sua mãe entende as verdadeiras razões do treinador Jones e estabelece uma parceria saudável com ele. A família de Jones compreende que não há competição entre ela e Rádio e sim uma agregação de valores ao relacionamento entre Jones e Rádio.
O filme tem momentos marcantes como a morte da mãe de Rádio e situações de preconceito na escola. Discute a questão da autonomia de pessoas com deficiência mental e sua participação efetiva na sociedade. Propõe uma reflexão acerca das relações humanas e sua diversidade. Constrói um universo dicotômico em que a beleza e a bondade do ser humano se contrapõe ao egoísmo e ao desconhecimento sobre a vida de pessoas com necessidades especiais.
Por ser embasado numa história real, “Meu nome é Rádio” estabelece diferentes pontos de vista para o expectador, pois cada personagem se posiciona de uma forma com relação à presença de Rádio na escola. E são esses diversos pontos de vista que ilustram de forma clara como a sociedade trata as diferenças entre as pessoas.
“Meu nome é Rádio” é um exemplo claro da força que o meio exerce na formação social do ser humano. Conta a história de um garoto que teria tudo para estar excluído de sua comunidade, sem função social e sem vontade de viver. Demonstra que com a ajuda de pessoas sensíveis e um pouco de flexibilidade é possível a construção de relações verdadeiras entre todas as pessoas, pois não foi Rádio o único a ser ajudado. Todas as pessoas que tiveram o prazer de sua convivência se transformaram em pessoas melhores com sua presença.

REFERÊNCIA FILMOGRÁFICA
MEU NOME É RÁDIO. Direção de Michael Tollin. Columbia Tristar Film. Estados Unidos: 2003. 1DVD (109 min.), color, legendado.

Fonte: Net Educação

quinta-feira, dezembro 6

LINDO TEXTO DE PABLO NERUDA



Quem morre?




Morre lentamente quem não viaja,quem não lê ,quem não ouve musica,quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destroi o seu amor proprio ,quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito ,repetindo todos os dias o mesmo trajeto,quem não muda de marca , não se arrisca a vestir uma nova cor , ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televião o seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão,quem prefere o negro sobre o branco,e os pontos sobre os iss em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho nos olhos, sorrisos dos bocejos,corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho , quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva que cai incessante

Morre lentamente quem abandona um projeto antes de iniciá-lo , não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não respondem quando lhe indagam sobre algo
que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.

SOMENTE A PERSEVERANÇA FARÁ COM QUE CONQUISTEMOS UM ESTÁGIO ESPLENDIDO DE FELICIDADE.

Pablo Neruda

Um linda quinta-feira!!!

quarta-feira, novembro 28

Quando a gente pensa que já viu de tudo no Brasil...



Governadora admite ser comum mulher em cela de homens
A administradora paraense, Ana Júlia Carepa, confessou que prática ocorre no estado há algum tempo


SÃO PAULO (Folhapress) - A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), admitiu ontem que casos como o da adolescente que ficou presa por quase um mês na mesma cela com 20 homens, na cidade de Abaetetuba, ocorrem no estado “há algum tempo”. “Essa é uma prática lamentável, que, infelizmente, já acontece há algum tempo. Mas é bom tornar tudo isso público, para que toda a sociedade se mobilize e possamos acabar com essas práticas. O sistema de segurança vai investigar com rigor todas as denúncias”, disse a governadora, em nota publicada no site do governo.


Há pelo menos 11 anos o Movimento de Mulheres do Campo e da Cidade (MMCC), entidade de defesa dos direitos da mulher, denuncia casos semelhantes no interior do estado. Em 1996, o movimento denunciou o caso da presa Salma Simas, então com 40 anos, que dividiu uma cela com outros 35 homens durante sete meses. Simas, presa sob acusação de matar o marido, afirmou na época que foi estuprada diversas vezes na cadeia. Uma primeira sindicância aberta para apurar o caso foi arquivada. A justificativa para colocá-la na cela com os presos foi a mesma dada agora: a falta de cela para mulheres na delegacia. Ela foi inocentada do crime depois. (Folhapress)

Quando a gente pensa que já viu de tudo no Brasil...

domingo, novembro 18

Mais uma do Boff...

Depois de um tempo sem aparecer por aqui...
Hoje trouxe mais uma do Leonardo Boff, garimpando pela net...surrupiei e estou postando aqui no meu blog!!!
Uma boa reflexão!!!!


Cada um hospeda dentro de si uma águia. Sente-se portador de um projeto infinito. Quer romper os limites apertados de seu arranjo existencial. Há movimentos na política, na educação e no processo de mundialização que pretendem reduzir-nos a simples galinhas, confinadas aos limites do terreiro. Como vamos dar asas à águia, ganhar altura, integrar também a galinha e sermos heróis de nossa própria saga?

Leonardo Boff

domingo, novembro 4

Confraria do abraço!!

Gente!! É maravilhoso fazer parte dessa Irmandade, entre você também, não custa nada, apenas abrir os braços e o coração!!!

Você já ganhou um abraço hoje?
Não?
Então, você acaba de ser abraçado neste momento!!!

Existe algo em um simples abraço que sempre aquece o coração e dá-nos boas vindas ao voltarmos para casa, e torna mais fácil a partida.
Um abraço é uma forma de dividir as alegrias e tristezas que passamos, ou só uma forma para amigos dizerem que se gostam porque,
simplesmente, você é você.

Abraços significam amor para alguém com quem realmente nos importamos...
Um abraço é algo espantoso...
é a forma perfeita de mostrar o amor que sentimos, mas que
palavras não podem dizer.
É engraçado como um simples abraço faz-nos sentir bem...
em qualquer lugar ou língua...
É sempre compreendido...
E abraços não precisam de equipamentos, pilhas ou baterias especiais...
É só abrir os braços e o coração ...

Eu não falei!! Bem-vindo(a)!!!

sexta-feira, novembro 2

Pensamento do dia!!!

Só minha amiga Lina para me enviar esta pérola ......




domingo, outubro 21

Todo dia é dia do professor!!!




Dodecálogo do Orientador Montessoriano

1. Cuidar do ambiente;


2. Indicar o uso dos objetos e dos materiais de maneira clara e precisa;


3. Ter uma conduta ativa quando coloca a criança em relação com o ambiente; assumir uma conduta passiva, quando a relação é estabelecida;


4 Observar atentamente a criança, a fim de que consiga perceber o esforço que ela faz na busca do conhecimento dos objetos que formam o ambiente ou quando ela necessita de apoio e companhia;


5 Atender quando chamado e reordenar o ambiente quando necessário;


6. Escutar tudo o que a criança tem vontade de dizer;


7. Respeitar quem trabalha, sem jamais interromper nem interrogar;


8. Respeitar quem erra, sem jamais dizer ou corrigir diretamente;


9. Respeitar a criança que repousa ou que observa outras trabalhando, não chamar sua atenção ou obrigá-la a trabalhar;


10. Ser incansável na tentativa de oferecer trabalho a quem o rejeita, a quem não aprendeu ou a quem, sistematicamente, erra;


11. Fazer notar sua presença a quem o procura, a quem necessita, mas “desaparecer” para quem já encontrou seu trabalho;


12. Estar presente com a criança que terminar seu trabalho e exauriu livremente seu esforço pessoal, e a ela oferecer, no silêncio, sua força interior como oferta espiritual.


(Tradução do texto italiano Perugia – Itália )



Parece difícil ?

Não ... não é !

Basta compreender o quanto especial é a sua vida.

Assim, você deve apenas ser gente.

E querer ajudar gente a ser gente.

40 anos sem Che Guevara


Fez no dia 9 de Outubro 40 anos desde que Che Guevara foi assassinado na Bolívia, onde comandava um grupo de guerrilheiros. Quatro décadas depois, Che continua a ser uma figura marcante da esquerda latino-americana e um símbolo da resistência ao neo-liberalismo em todo o mundo.



A Revista "Aventuras na História" publicou uma curiosa relação das "coincidências no destino dos principais envolvidos na morte do líder guerrilheiro". Esses acontecimentos "criaram na Bolívia o mito da "maldição de Che". Seria como se o fantasma de Guevara voltasse para se vingar de seus algozes!!!

Confira aqui quem sofreu a "maldição"!!!

·General René Barrientos Antuño, presidente da Bolívia na época e um dos que decidiram pela execução de Guevara:. morreu carbonizado num acidente de helicóptero em abril de 1969. As circunstâncias do ocorrido nunca fora completamente esclarecidas

·General Alfredo Ovando Candia, comandante-chefe das Forças Armadas da época: viu um filho morrer de câncer em outubro de 1970

·Major Andrés Selich, chefe dos rangers que capturaram Che e um dos últimos a falar com ele em La Higuera: morreu sob tortura em 1973, durante a ditadura do general boliviano Carlos Hugo Bánzer

·General Juan José Torres, chefe do Estado-Maior do Exército e um dos que decidiram a morte de Che: foi assassinado na Argentina em fevereiro de 1976, durante a 'guerra suja'

·Coronel Joaquín Zenteno Anaya, comandante da zona militar onde ocorreu o assassinato de Che: morreu vítima de um atentado fatal em Paris. Quem assumiu o assassinato foi a desconhecida "Brigada Internacional Che Guevara"

·Coronel Toto Quintanilla, um dos principais chefes da polícia política na Bolívia durante o governo Barrientos: após a execução de Guevara, preocupado com possíveis atentados, pediu para ir para a Alemanha, onde trabalhou como cônsul em Hamburgo. Foi assassinado em novembro de 1970, num atentado assumido pelo Exército de Libertação Nacional (ELN), grupo peruano revolucionário criado e dirigido por Hector Bejar e Juan Pablo Chang, este morto com Che na guerrilha

·General Gary Prado, prendeu Che Guevara: em 1981, foi baleado numa reunião de militares e ficou paraplégico.

·Honorato Rojas, o agricultor que havia delatado o grupo de Joaquin e preparado a emboscada em 31 de agosto (que acabou com a morte denove guerrilheiros): foi encontrado e executado em 14 de julho de 1969, pelo ELN.

Muito sinistro!!!

domingo, outubro 14

Leituras e releituras...


Grande Hilda, personalidade complexa, cristalina e sem artifícios...

"Aflição de ser eu e não ser outra.
Aflição de não ser, amor, aquela
Que muitas filhas te deu, casou donzela
E à noite se prepara e se adivinha
Objeto de amor, atenta e bela.

Aflição de não ser a grande ilha
Que te retém e não te desespera.
(A noite como fera se avizinha)

Aflição de ser água em meio à terra
E ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel

Não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra."

Hilda Hilst

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Difícil de não lembrar, impossível de esquecer...

Aninha e suas pedras
(Outubro, 1981)

Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedrase construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces.
Recomeça.
Faz de tua vida mesquinhaum poema.
E viverás no coração dos jovense na memória das gerações que hão de vir.

Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginase não entraves seu usoaos que têm sede.

Cora Coralina
20-08-1889/10-04-1985
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Patativa do Assaré era unanimidade no papel de poeta mais popular do Brasil. Para chegar onde chegou, tinha uma receita prosaica: dizia que para ser poeta não era preciso ser professor. 'Basta, no mês de maio, recolher um poema em cada flor brotada nas árvores do seu sertão', declamava.

O que mais dói

O que mais dói não é sofrer saudade
Do amor querido que se encontra ausente
Nem a lembrança que o coração sente
Dos belos sonhos da primeira idade.

Não é também a dura crueldade
Do falso amigo, quando engana a gente,
Nem os martírios de uma dor latente,
Quando a moléstia o nosso corpo invade.

O que mais dói e o peito nos oprime,
E nos revolta mais que o próprio crime,
Não é perder da posição um grau.

É ver os votos de um país inteiro,
Desde o praciano ao camponês roceiro,
Pra eleger um presidente mau.

Patativa do Assaré
09-03-1909/08-07-2002

sábado, outubro 13

Quem seria você se fosse?

Se eu fosse uma música, eu seria...um tango.
Se eu fosse um mês, eu seria...setembro.
Se eu fosse um dia da semana, eu seria... sábado.
Se eu fosse uma hora do dia, eu seria...6 da manhã.
Se eu fosse um planeta, eu seria... Terra.
Se eu fosse uma direção, eu seria... totalmente desorientada.
Se eu fosse um móvel, eu seria... um baú.
Se eu fosse um esporte, eu seria... pára-quedismo.
Se eu fosse um divertimento, eu seria... uma viagem.
Se eu fosse um momento, eu seria...felicidade.
Se eu fosse um líquido, eu seria... água.
Se eu fosse uma pedra preciosa, eu seria... uma ametista.
Se eu fosse uma árvore, eu seria...pitangueira.
Se eu fosse uma flor, eu seria... margarida.
Se eu fosse um instrumento musical, eu seria...violão.
Se eu fosse uma cor, eu seria... vermelho.
Se eu fosse um sentimento, eu seria...amor.
Se eu fosse um tempero, eu seria...manjericão.
Se eu fosse um animal, eu seria...uma leoa.
Se eu fosse uma fruta, eu seria... uma bergamota.
Se eu fosse um elemento, eu seria... fogo.
Se eu fosse um livro, eu seria... escrito por Mario Quintana.
Se eu fosse um personagem, eu seria... uma linda mulher.
Se eu fosse uma comida, eu seria...uma lazanha.
Se eu fosse um lugar, eu seria...mar.
Se eu fosse um objeto, eu seria... uma bola.
Se eu fosse um filme, eu seria...Os girassóis da Rússia.
Se eu fosse um gesto, eu seria... um abraço.

E vocês, seriam o quê?

sexta-feira, outubro 12

Jamais deixes de ser criança...




Jamais deixes de ser criança... Nunca deixes de sentir, gostar, ver e extasiar-te diante de coisas tão grandiosas como o ar, o voo e os sons da luz do sol dentro de ti.

Se achares preferível, usa uma máscara para proteger a criança do mundo.

Mas lembra-te que no dia em que permitires que essa criança dentro de ti desapareça, terás crescido e já não estarás vivo.

By Richard bach

Direitos da Criança por Rubem Alves!!


Direitos da criança

1- Direito ao ócio: Toda criança tem o direito de viver momentos de tempo não programados pelos adultos.

2- Direito de sujar-se: Toda criança tem o direito de brincar com a terra, com a areia, com a água, com a lama, com as pedras.

3- Direito aos sentidos: Toda criança tem o direito de sentir os gostos e os perfumes oferecidos pela natureza.

4- Direito ao diálogo: Toda criança tem o direito de falar sem ser interrompida, de ser levada a sério nas suas idéias, de ter explicações para suas dúvidas e de escutar uma fala mansa, sem gritos.

5- Direito ao uso das mãos: Toda criança tem o direito de pregar pregos, de cortar e raspar madeira, de lixar, colar, modelar o barro, amarrar barbantes e cordas, de acender o fogo.

6- Direito a um bom início: Toda criança tem o direito de comer alimentos sãos desde o nascimento, de beber água limpa e respirar ar puro.

7- Direito à rua: Toda criança tem o direito de brincar na rua e na praça e de andar livremente pelos caminhos, sem medo de ser atropelada por motoristas que pensam que as vias lhes pertencem.

8- Direito à natureza selvagem: Toda criança tem o direito de construir uma cabana nos bosques, de ter um arbusto onde se esconder e árvores nas quais subir.

9- Direito ao silêncio: Toda criança tem o direito de escutar o rumor do vento, o canto dos pássaros, o murmúrio das águas.

10- Direito à poesia: Toda criança tem o direito de ver o sol nascer e se pôr e de ver as estrelas e a lua.

Muito sabiamente, Rubem Alves pediu licença às crianças para acrescentar o 11º direito: Todo adulto tem o direito de ser criança.

ALVES, Rubem. Conversa sobre educação. 2003. p. 32-33.

domingo, outubro 7

Uma semana cheia de entusiasmo poético!!!














"Todos esses que aí estão atravancando meu caminho, eles passarão... eu passarinho!"
Mario Quintana

Uma alma iluminada me enviou!!!


"Hoje, ao atender o telefone que
insistentemente exigia atenção,
o meu mundo desabou...
Entre soluços e lamentos, a voz do outro lado da linha
me informava que o meu melhor amigo,
meu companheiro de jornada, meu ombro camarada,
havia sofrido um grave acidente,
vindo a falecer quase que instantaneamente...

As imagens de minha juventude
vieram quase que instantaneamente a minha mente...
A faculdade...
As bebedeiras... As conversas em volta da lareira
até altas horas da noite...
Os amores não correspondidos...
As confidências ao pé do ouvido...
As colas...
A cumplicidade...
Os sorrisos....
AHHHHH... Os sorrisos....
Como eram fáceis de surgir naquela época!!...
Lembrei da formatura...
De um novo horizonte surgindo...
Das lágrimas e despedidas...
E principalmente, das promessas de novos encontros...

Lembro perfeitamente de cada feição
do melhor amigo que já tive em toda a vida...
Em seus olhos a promessa de que EU nunca seria esquecido.
E realmente, nunca fui...
Perdi a conta das vezes em que ele
carinhosamente me ligava quando eu
estava no fundo do poço...
...ou das mensagens, que nunca respondi,
as quais constantemente me enviava,
enchendo minha caixa postal eletrônica
de esperanças e promessas de um futuro melhor.
Lembro que foi o seu rosto preocupado que vi
quando acordei de minha cirurgia para retirada do apêndice...
Lembro que foi em seu ombro que chorei
a perda de meu amado pai...
Foi em seu ouvido que derramei as lamentações
do noivado desfeito...

Apesar do esforço para vasculhar minha mente,
não consegui me lembrar de uma só vez
em que tenha pego o telefone para ligar
e dizer a ele o quanto era importante para mim
contar com a sua amizade...Afinal....
Afinal, eu era muito ocupado!!!
EU NÃO TINHA TEMPO!!!

Não lembro de uma só vez em que me preocupei
de procurar um texto edificante e enviar para ele...
...ou qualquer outro amigo, com o intuito de
tornar o seu dia melhor.
EU NÃO TINHA TEMPO!!!

Não lembro de ter feito qualquer tipo de surpresa,
como aparecer de repente com uma garrafa de vinho
e um coração aberto disposto a ouvir.
EU NÃO TINHA TEMPO!!!

Não lembro de qualquer dia em que eu estivesse
disposto a ouvir os seus problemas.
EU NÃO TINHA TEMPO!!!

Acho que eu nunca sequer imaginei
que ele tinha problemas...
Não me dignei a reparar que constantemente
meu amigo passava da conta na bebida...
Achava divertido o seu jeito bêbado de ser.
Afinal, bêbado ou não
ele era uma ótima companhia para mim...
Só agora vejo com clareza o meu egoísmo.

TALVEZ...
E este talvez vai me acompanhar eternamente...
Talvez se eu tivesse saído de meu pedestal egocêntrico
e prestado um pouco de atenção...
E despendido um pouquinho do meu sagrado tempo,
meu grande amigo não teria bebido até não agüentar mais
e não teria jogado sua vida fora ao perder o controle
de um carro que com certeza,
não tinha a mínima condição de dirigir...

Aquelas mesmas mensagens que simplesmente
apaguei da secretaria eletrônica,
jamais se apagarão da minha consciência.
Estas indagações que inundam agora o meu ser
nunca mais terão resposta.
A minha falta de tempo me impediu de respondê-las.
Agora, lentamente, escolho uma roupa preta
- digna do meu estado de espírito - e pego o telefone.
Aviso o meu chefe que não irei trabalhar hoje,
e quem sabe, nem amanhã nem depois....
...pois irei tirar o dia para Homenagear com meu pranto
a uma das pessoas que mais amei nesta vida.
Ao desligar o telefone, com surpresa eu vejo,
entre lágrimas e remorsos, que para isto,
para acompanhar durante um dia inteiro o seu corpo sem vida...
EU TIVE TEMPO!!!

Descobri que se você não toma as rédeas da tua vida...
O TEMPO TE ENGOLE E TE ESCRAVIZA.
Trabalho com o mesmo afinco de sempre,
mas sou somente "o profissional" durante o expediente normal.
Fora dele, sou um ser humano!!
Nunca mais
uma mensagem da minha secretaria eletrônica
Ficou sem pelo menos um "oi" de retorno.
Procuro constantemente encher a caixa eletrônica
dos meus amigos com mensagens de amizade e dias melhores.
Escrevo cartões de Aniversário e de Natal,
sempre lembrando as pessoas
de como elas são importantes para mim...

Abraço constantemente meus irmãos e minha família,
pois os laços que nos unem são eternos.
Esses momentos costumam desaparecer com o tempo,
e todo o cuidado é pouco.
Distribuo sorrisos e abraços a todos que me rodeiam,
afinal, PARA QUE GUARDÁ-LOS?
Enfim...
Você achou um tempinho para ler isto....
Agora, disponha de outro minuto para mostrar
para os seus amigos e familiares que você está pensando neles
e que eles significam algo....E são importantes na sua vida!!!
Mostre a elas que sempre existe “um tempinho”
no qual você pensa nelas....
Não espere o dia em que as pessoas
mais importantes de sua vida serão tiradas de você
para que você possa demonstrar o quanto elas significam...
Faça alguém feliz hoje...
O AMANHÃ PODE NÃO CHEGAR...
E você terá perdido uma grande oportunidade
de transmitir todo o seu carinho...
Envie uma mensagem à todas as pessoas que são especiais pra você...
Deixe alguém feliz...Hoje... E sempre!!! E principalmente...
SEJA FELIZ VOCÊ TAMBÉM!!!"

domingo, setembro 30

Como foi a semana??




23/09: ...o que fiz mesmo no domingo?

24/09: Aniversário da mamãe!! Parabéns!!! 61 anos!!
Entrega de avaliações na escola, dei aula, apresentação do nosso trabalho sobre Educação Inclusiva, muito importante, afinal ainda vivemos numa sociedade excludente...
Declararação de Salamanca....
Bom assunto para refletirmos!!

25/09: Eu e Jú almoçamos com a mãe e a Dulce!!
Mais entrega de avaliações!!!
Na universidade, mais LDB!!!
Meus Deus , quanto conhecimento tem minha professora!! Ela é the best!!

26/09: Niver da mana!! Parabéns maninha!! Obrigada sempre pela força!!
Que Deus ilumine sempre teus caminhos!!

27/09: Hoje eu estou felicíssima, sem palavras...há 16 anos nascia nossa filha Juliana!!
Que Cosme e Damião, santos protetores das crianças e de quem nasce nessa data, protejam e estejam sempre com ela e com todas as crianças da Terra!!
Filha tu é um ser especial, irradia luz por onde passa!!
Te amamos....

28/09: Cachorro do Bigode!!! Ah!! Minha dieta...
Difícil é começar!!

29/09: Pensei em ir na Bienal...
Mas, acabei ficando em casa, curtindo meu templo!! Pensando na vida, com dúvidas no bolso e muitos sonhos na mão!!!

sábado, setembro 22

Dia da árvore e Primavera


Em meio às comemorações da Epopéia Farroupilha teve aí o dia da Árvore e vem despontando a tão esperada Primavera!!!


Dia da Árvore
Essa data é comemorada em 21 de setembro porque muitos povos indígenas costumavam fazer festas homenageando a natureza no início da primavera.

Entre a castanheira, o cacaueiro, o cajueiro, o ipê-roxo e o jatobá, a árvore mais importante do País é o pau-brasil.

Quando os portugueses chegaram aqui, havia tanto pau-brasil que o nosso país recebeu o nome de Brasil. A planta é cheia de espinhos e do tronco se extrai um corante vermelho. Hoje, corre risco de extinção.
E não é só do pau-brasil que temos que cuidar. Todas as árvores são importantes para nós; alias, é delas que vêm os frutos. Elas dão oxigênio para nós e grandiosas florestas!


Primavera
No dia 23 de setembro, começa a primavera. O hemisfério sul da Terra deixa o inverno para trás e recebe os raios do Sol com mais força. Tudo na natureza se agita.
Em várias regiões, as árvores se enchem de folhas novas, bichos acordam e outros voltam de viagens de migração.
No Brasil, não há tantas mudanças, mas se você reparar bem, verá que mais flores estão se abrindo e os pássaros e as borboletas parecem se multiplicar.
Bonitas e coloridas, as flores não são só de enfeite. Elas são responsáveis pela reprodução das plantas floríferas, um grupo de mais de 230 mil espécies.
E com a chegada dessa linda estação, temos que preservar ainda mais o meio ambiente.

Mariana Schmidt Vieira

Antiga bandeira farroupilha

Foi num 20 de setembro... E viva o Rio Grande do Sul!



Foto de Luciano Stabel


Bandeira do Rio Grande Do Sul

Significados
Não há um concenso sobre o significado das cores da bandeira sul-rio-grandense. Algumas fontes alegam que as cores simbolizam o auriverde do Brasil separado pelo vermelho da guerra. Há outras que afirmam ser a bandeira uma combinação do rubroverde da bandeira Portuguesa com o aurivermelho da bandeira espanhola, o que faria todo o sentido em uma região de fronteira entre essas duas potências coloniais; há que se salientar, todavia, que à época da Revolução Farroupilha, as cores nacionais de Portugal eram o alviceleste, símbolo da monarquia, e que só mudaria para o rubroverde mais de meio século depois.

A versão mais aceita é de que o verde e o amerelo representa o Brasil e a faixa vermelha, sendo o sangue, a república e a liberdade. Portanto, está no meio do verde e do amarelo para demonstrar a separação do Rio Grande do resto do Brasil. O lema da Bandeira do Rio Grande (Liberdade, igualdade e fraternidade) é inspirada na Revolução Francesa.

Liberdade, igualdade e fraternidade
Sabe-se que o lema escrito na bandeira do estado, tanto quanto os símbolos, estão diretamente ligados à Maçonaria, haja vista que a elite gaúcha militar e política à época da Guerra dos Farrapos era, em sua maioria, maçônica.

De volta ao meu blog...

De volta ao meu blogzinho...
Espero dessa vez conseguir mantê-lo em constante atualização....
E espero compartilhar coisas novas e bacanas!!!

Bom sábado!!!

domingo, setembro 2

Depois de um tempo sem passar por aqui!!!


“Existe um ser dourado dentro de cada um de nós. Por trás das fachadas, das defesas, das imagens que apresentamos ao mundo, existe uma alma brilhante e preciosa, pedindo para se expressar. Em nosso íntimo existe alguém forte e compassivo. Alguém com imensa capacidade de dar e receber amor e conhecer as profundas verdades do coração. É esse alguém que temos buscado durante toda a nossa vida. O Buda Dourado é você e eu.”

Alan Cohen

Uma semana cheia de inspirações!!
Com carinho, Val

sábado, agosto 11

Para Pan Rio


"Mas hoje é dia de celebrar a realização do Pan. Mais do que isso, a do Para-pan. Os Jogos Parapan-americanos são um evento multidesportivo para pessoas portadoras de necessidades especiais. São realizados com base nos Jogos Pan-americanos e assim como as Paraolimpíadas baseiam-se nas Olimpíadas.

Sua origem se encontra na realização dos Jogos Pan-americanos para Paraplégicos em Winnipeg, Canadá, em 1967, quando seis países competiram em esportes de cadeiras de rodas. Os jogos das cadeiras de rodas se realizaram a cada dois ou quatro anos até 1995, quando ocorreu a realização de três eventos simultâneos na Argentina: Jogos Panamericanos de Cadeira de Rodas, em setembro, na cidade de Buenos Aires; os Jogos Panamericanos para Cegos, em novembro, também em Buenos Aires; e os Jogos Panamericanos dos Deficientes Mentais, em dezembro, em Mar del Plata.

Os primeiros Jogos Parapanamericanos formais aconteceram em 1999, na Cidade do México, com a participação de 1200 atletas de 20 países, que competiram em 4 esportes: Atletismo, Natação, Basquete e Tênis de Mesa.

Os Jogos Parapan-americanos Rio 2007 serão realizados de 12 a 19 de agosto. Será a primeira vez na história que as competições serão disputadas na mesma cidade que os Jogos Pan-americanos, com proximidade de data de realização. Outro ponto de interseção entre os dois eventos é a utilização das mesmas instalações, incluindo a vila onde ficarão hospedadas as delegações. Essa fórmula é a mesma adotada pelos Jogos Paraolímpicos, realizados sempre pouco tempo depois, na mesma cidade e pelo mesmo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos.

Está prevista nos Jogos Parapan-americanos a participação de 1.300 atletas e 700 membros de delegações, com dez esportes em disputa. Será a terceira edição oficial dos Jogos Parapan-americanos sancionada pelo IPC. Ao lado do Pan, o Parapan encherá de orgulho e admiração a cidade do Rio de Janeiro, que poderá contemplar como é belo o esporte e o esforço dos atletas, que buscam o máximo que seus corpos podem dar a partir do estado e das condições em que estejam.

Que o Parapan nos faça reformular nossos conceitos de saúde e de beleza, assim como de destreza e espírito esportivo. E que isso redunde em grande benefício de nós mesmos e de nossa cidade. Parapan, aqui vamos nós. Muita força, para-atletas!"

Maria Clara Lucchetti Bingemer
Adital

sexta-feira, agosto 10

"Todos estes que aí estão atravancando o meu caminho,
eles passarão...
eu passarinho! "
Mario Quintana

domingo, agosto 5

Ressonância Schumann



Penso que a abusiva interferência humana na ecologia ocasionou toda essa catastrófica alteração na freqüência do campo eletromagnético que circunda o planeta e é responsável pelo equilíbrio na biosfera (Ressonância Schumman), que funciona como as batidas do coração da Terra.
Será que está aí toda a explicação para as mudanças climáticas, atentados terroristas, indústrias bélica, bandidagem e todas as mazelas humanas?
Seria por culpa dessas forças cósmicas?

Aqui um texto de Leonardo Boff, publicado originalmente no Jornal do Brasil, em 05/mar/2004.

Vale a pena ler!!



Ressonância Schumann


"Não apenas as pessoas mais idosas, mas também jovens fazem a experiência de que tudo está se acelerando excessivamente. Ontem, foi carnaval, dentro de pouco será Páscoa, mais um pouco Natal. Esse sentimento é ilusório ou possui base real?
Pela “ressonância Schumann” se procura dar uma explicação. O físico alemão W. O. Schumann constatou em 1952 que a Terra é cercada por um campo eletromagnético poderoso que se forma entre o solo e a parte inferior da ionosfera que fica cerca de 100 km acima de nós. Esse campo possui uma ressonância (daí chamar-se ressonância de Schumann) mais ou menos constante da ordem de 7,83 pulsações por segundo. Funciona como uma espécie de marca-passo, responsável pelo equilíbrio da biosfera, condição comum de todas as formas de vida.

Verificou-se também, que todos os vertebrados e o nosso cérebro são dotados da mesma freqüência de 7,83 hertz. Empiricamente fez-se a constatação que não podemos ser saudáveis fora desta freqüência biológica natural. Sempre que os astronautas, em razão das viagens espaciais, ficavam fora da ressonância Schumann, adoeciam. Mas, submetidos à ação de um “simulador Schumann” recuperavam o equilíbrio e a saúde.

Por milhares de anos as batidas da Terra tinham essa freqüência de pulsações e a vida se desenrolava em relativo equilíbrio. Ocorre que, a partir dos anos 80 e de forma mais acentuada a partir dos anos 90, a freqüência passou de 7,83 para 11 e para 13 hertz por segundo. O coração da Terra disparou. Coincidentemente desequilíbrios ecológicos se fizeram sentir: perturbações climáticas, maior atividade dos vulcões, crescimento de tensões e conflitos no mundo e aumento geral de comportamentos desviantes nas pessoas, entre outros. Devido à aceleração geral, a jornada de 24 horas, na verdade, é somente de 16horas. Portanto, a percepção de que tudo está passando rápido demais não é ilusória, mas teria base real neste transtorno da ressonância Schumann.

Gaia, esse superorganismo vivo que é a Mãe Terra, deverá estar buscando formas de retornar a seu equilíbrio natural. E vai consegui-lo, mas não sabemos a que preço, a ser pago pela biosfera e pelos seres humanos. Aqui, abre-se o espaço para grupos esotéricos e outros futuristas projetarem cenários, ora dramáticos, com catástrofes terríveis, ora “esperançadores” como a irrupção da quarta dimensão pela qual todos seremos mais intuitivos, mais espirituais e mais sintonizados com biorritmo da Terra.

Não pretendo reforçar este tipo de leitura. Apenas enfatizo a tese recorrente entre grandes
cosmólogos e biólogos de que a terra é, efetivamente, um superorganismo vivo, de que Terra e humanidade formamos uma única entidade, como os astronautas testemunham de suas naves espaciais. Nós, seres humanos, somos Terra que sente, pensa, ama e venera. Porque somos isso, possuímos a mesma natureza bioelétrica e estamos envoltos pelas mesmas ondas ressonantes Schumann. Se quisermos que a Terra reencontre seu equilíbrio devemos começar por nós mesmos: fazer tudo sem stress, com mais seriedade, com mais amor que é uma energia essencialmente harmonizadora. Para isso importa termos coragem de ser anti-cultura dominante que nos obriga a ser cada vez mais competitivos e efetivos. Precisamos respirar juntos com a Terra para conspirar com ela pela paz."

Uma ótima semana vibrando na mais alta freqüência do amor!!
Até a próxima!

sábado, julho 28

Simplesmente, Leonardo Boff




"Hoje nos encontramos numa fase nova na humanidade. Todos estamos regressando à Casa Comum, à Terra: os povos, as sociedades, as culturas e as religiões. Todos trocamos experiências e valores. Todos nos enriquecemos e nos completamos mutuamente. (...)

(...) Vamos rir, chorar e aprender. Aprender especialmente como casar Céu e Terra, vale dizer, como combinar o cotidiano com o surpreendente, a imanência opaca dos dias com a transcendência radiosa do espírito, a vida na plena liberdade com a morte simbolizada como um unir-se com os ancestrais, a felicidade discreta nesse mundo com a grande promessa na eternidade. E, ao final, teremos descoberto mil razões para viver mais e melhor, todos juntos, como uma grande família, na mesma Aldeia Comum, generosa e bela, o planeta Terra."

Casamento entre o céu e a terra. Salamandra, Rio de Janeiro, 2001.pg09

domingo, julho 22

Tristeza...perplexidade...


Muita força a todos os parentes e amigos de quem esteve naquele vôo e que agora estão em outros vôos, em outras dimensões com destino ignorado por nós, que não embarcamos... ainda!!

Paz e luz

sábado, julho 21

A todos os parentes e amigos de quem esteve naquele vôo (e que agora estão em outros vôos, com destino ignorado pra nós, que não embarcamos... ainda).

terça-feira, julho 17

Dificuldade de Aprendizagem ou de Sensibilidade?

Quanta insensibilidade!!! BOA REFLEXÃO!!!
_ Bom dia, professora Maura! Como hoje é seu primeiro dia de trabalho em nossa escola, ainda antes de apresentá-la aos alunos, gostaria que a senhora identificasse quais alunos irão desenvolver dificuldades de aprendizagem.

_ Ótimo, senhor diretor. O senhor pode me dizer quais são, se é que existe um ou alguns?

_ Isso eu ainda não sei professora. Não fizemos o teste, mas a senhora poderia começar sua atividade fazendo...

_ Teste? Que teste senhor diretor?

_ É simples, coloque pedacinhos de papel branco em uma bolsa e misture a eles cinco ou seis pedacinhos vermelhos. Peça depois a cada aluno, que sem olhar, retire um papelzinho. Os que saírem com o vermelho, por certo, apresentarão dificuldades de aprendizagem...

Exagero? Sem dúvida, mas de maneira alguma fantasia.

O que na realidade acontece na maior parte das nossas escolas é um procedimento mais ou menos análogo, ao se rotular crianças com dificuldade de aprendizagem. Se não existe o sorteio aleatório, existe a vontade de se considerar limitados os que apresentam alguma dificuldade na habilidade, que a escola ou a cultura vigente considera válida.

Uma criança, ou mesmo um adulto, com imensa inabilidade para desenvolver relacionamentos interpessoais não é rotulada como tendo dificuldade de aprendizagem, mas se apresenta dificuldade na leitura, o rótulo já lhe cai bem. Mas, convenhamos! O que é mais importante na vida? Aprender a ler ou fazer amigos? Saber matemática ou ser capaz de sobreviver à violência das grandes cidades? Apresentar facilidade para compor ou desenhar ou possuir notável capacidade de memorização para hierarquias dinásticas impostas pela História?

De maneira geral, todos os seres humanos apresentam limitações nesta ou naquela habilidade e praticamente ninguém é proficiente em absolutamente tudo, mas dependendo da cultura em que se nasce e da escola que se freqüenta, as nossas inabilidades são consideradas irrelevantes e, assim, somos rotulados como “normais”, enquanto que outros, por falta de sorte, ainda que extremamente habilidosos nesta ou naquela ação, recebem o rótulo de “anormais” porque não desenvolvem plenamente do domínio da leitura, da compreensão de mensagens, da capacidade de cálculo ou do raciocínio matemático ou ainda a audição, a fala ou a expressão escrita.

Não pretendemos com o exposto, afirmar que não existem dificuldades especificas e que estas não mereçam ser trabalhadas. Seria tolice e ato desumano defender essa tese e negar essa ajuda, quando possível. O que se pretende afirmar é que a rotulação inconseqüente é quase uma rotina e o elenco de habilidades importantes para viver são literalmente negligenciados pela educação convencional. Muitas vezes, uma criança apresenta dificuldades de leitura e compreensão de um texto, pelo infortúnio de apresentar disfunções somente notadas no ambiente cultural em que nasceu. A estrutura fonética da língua portuguesa, por exemplo, é essencialmente diferente da estrutura da língua inglesa e esta, por sua vez, apresenta insondáveis abismos em uma comparação com o árabe ou o chinês e, dessa forma, se a criança possui sérias deficiências na compreensão de sistemas de escritas logográficas, como a chinesa, mas nasceu no Brasil, será para sempre “normal”, como seria “normal” uma criança que com essas dificuldades nascesse na China, mas tivesse que viver apenas aprendendo e falando português.

Isto posto, ficam as questões que esta crônica pretende sugerir: primeiro, o corpo docente de uma escola após cuidadosa reflexão e plenamente sintonizada com o destino que deseja a seus alunos deve destacar quais habilidades importa desenvolver e, desta forma, ampliar o leque das que apresentam alguma dificuldade de aprendizagem; segundo, identificar crianças com essas efetivas dificuldades e buscar meios, instrumentos, recursos e pessoas, para que seja prestada efetiva ajuda, não esquecendo jamais que benefício algum se mostra eficiente se antes de perceber sua ação carimbamos ou rotulamos os alunos.

Do exposto sobra uma singela conclusão. Nada é mais fácil na atividade docente que rotular este ou aquele aluno, nada esconde mais depressa nossa efetiva incompetência que achar que a dificuldade de uma criança não se deve a qualidade de nosso trabalho e portanto na maior parte das vezes quando rotulamos uma pessoa como portadora de dificuldade de aprendizagem, estamos evidenciando nossa óbvia dificuldade de sensibilidade.



Pinçado dos textos de CELSO ANTUNES.